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Porto visto por Josafá de Orós

Porto visto por Josafá de Orós

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JOSAFÁ nasceu em Orós, no estado do Ceará e vive atualmente dias em Campina Grande, no estado de Paraíba, Brasil. Ao longo de sua vida artística teve experiências nos campos da escultura, do muralismo, da pintura, da gravura, da poesia de cordel e dos versos livres, entre outros. No último campo reúne diversas premiações nos níveis nacional e internacional quando da participação de inúmeros certames literários.  Parte da sua obra recente, notadamente expressa através da xilogravura, foi inspirada nas dinâmicas e na estética das feiras e dos mercados populares, nos falares e na linguagem do povo. Relaciona as ideias e as impressões que tem da cidade do Porto com os vestígios da arquitetura portuguesa, encontrados em diversas regiões do Brasil. Gosta da arte postal por representar um certo tipo de resistência aos modelos de comunicação autoritariamente impostos além de permitir o labor estético no entremeio da comunicação.

Por Paulo Moreira Lopes

1 – Data de nascimento e naturalidade (cidade e país)?

Nasci em 21 de abril de 1965 em Orós, Ceará, Brasil.

2 – Até hoje quais as cidades onde viveu de modo permanente?

Depois que sai de minha terra natal me situei na cidade de Campina Grande de onde continuo minha relação com outras cidades, outros países etc.

3 – Grau de escolaridade?

Tenho formação superior em ciências sociais com habilitação em sociologia. Minhas ações nesse campo focam contribuições nos campos do planejamento, da elaboração e da gestão de projetos culturais e artísticos e  reflexões em torno da sociologia da cultura, sociologia da arte. transitando com frequência entre o pensar e o fazer, notadamente nos campos das artes visuais e das artes literárias.

4 – Atividade profissional?

Desenvolvo, além de ações artísticas específicas nos campos das artes visuais e literárias, atividades docentes e de assessoria no âmbito das políticas públicas na cultura. Aulas de gravura também tem destaque no espectro das minhas ocupações. Ao longo da minha vida artística já tive experiências nos campos da escultura, do muralismo, da pintura, da gravura, da poesia de cordel, dos versos livres etc.

5 – Em que medida o local onde nasceu e viveu influenciou a sua vida artística?

Os estados do Ceará e da Paraíba são importantes celeiros da cultura nacional brasileira. Personagens importantes da cultura nacional são oriundos desses estados. Apesar das violentas e danosas ações repressivas e destruidoras que brotam, se enraízam e se disseminam da globalização, estes estados representam importantes centros de resistências de uma cultura de raiz. Minhas ações atuais nos campos da xilogravura e da poesia rimada tem relação direta com os elementos tradicionais da cultura regional. Expressam-se no meu trabalho atual a feira e os mercados populares, os falares e a linguagem do povo etc.

6 – Quando pensa na cidade do Porto lembra-se de quê?

Arquitetura que se relaciona com o nosso país. Parte da nossa formações enquanto povo e nação.

7 – Já visitou o Porto? Em caso afirmativo, por que motivo e qual a ideia com que ficou da cidade e da região?

Nunca fui a Portugal. Gostaria muito de diminuir a distância entre nossas ideias, nossos projetos, nossas ações de maneira que possamos juntos construirmos algo que possa mutuamente socializar esses produtos para as duas sociedades: portuguesa e brasileira.

Literatura postal

8 – Tem a mania dos postais? Em caso afirmativo como explica essa apetência por uma literatura tão sucinta e tão efémera?

Não. Não tenho exatamente mania por postais, contudo há um tempo pude ter uma comunicação mais intensa e volumosa usando o artifício do postal. Postal é um recurso que ao mesmo tempo leva a literatura, a missiva pessoal doméstica e as artes visuais, possibilitando não apenas meios de socialização de produções e de experiências mas também um importante meio de resistência a autoritária invasão do digital não palpável e do efêmero. Minha experiência com contos menores ou miniconto é algo relativamente recente, contudo, não acredito que seja um tipo de literatura efêmera. O miniconto ou micro-conto se encontra no mesmo campo de outras produções literárias que já tem formatado e consolidado, inclusive no ambiente acadêmico, em nossa contemporaneidade seus status.

9 – Sente mais prazer em comprar, escrever e enviar o postal, em saber que foi recebido por outro ou em receber postais de outros?

Comprar, escrever e enviar postais, atualmente no Brasil, acredito que no mundo inteiro tornou-se algo completamente fora de moda. Coloco-me nesse campo realmente pelas experiências dos prazeres que aí encontro e por representar certo tipo de resistências aos modelos de comunicação que hoje autoritariamente se interpõem contra todos os sujeitos.

10 – Tendo em conta a popularidade da correspondência postal, será que podemos falar de uma  literatura postal, quem sabe como uma derivação dos contos ou microcontos?

Não acredito que o postal represente exatamente isto, contudo acredito que possamos manter esse movimento em nome daquilo que acreditamos e que podemos assim conformar esteticamente.

11. Endereço na Web para o podermos seguir?

www.paraibagrandesnomes.blogspot.com
josafadeoros@gmail.com
https://www.facebook.com/josafadeoros.oros

Caras da Cultura #01 | Josafá de Orós

Hoje tem estreia no UBVIEWO programa Caras da Cultura, idealizado por Mayara Oliveira, será um espaço para mostrar a arte regional e os artistas populares que constituem a cultura da Paraíba.Para começar, conheceremos Josafá De Orós Orós. Poeta, sociólogo, artista plástico e xilogravador. Josafá nos contou um pouco da sua visão do que é a arte e como ela está presente em sua vida.Clica aí e vê que legal! 🙂

Publicado por UBView em Terça-feira, 5 de Dezembro de 2017

Natureza morta por Josafá de Orós para a I Convocatória de Histórias em Postais.

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