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Porca por Vasko Popa

Porca por Vasko Popa

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Só quando sentiu
a faca selvagem no pescoço
é que o véu vermelho
lhe explicou o jogo
e ela arrependeu-se
de se ter arrancado
do abraço da lama
e de ter vindo tão alegremente
do campo nessa tarde
apressando-se para o portão amarelo

In A maçã de ferro e outros poemas, Maus, fevereiro 2024, tradução Filipe Ribeiro, página 16

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