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Rúben Silva: Motor de arranque

Rúben Silva: Motor de arranque

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RÚBEN Silva tinha a ideia, a paixão e o “know-how”, mas faltava-lhe o capital. Com os 20 mil euros do fundo, tem tudo o que precisa para avançar com a Mototrónica. O projecto de Rúben Silva vem preencher uma lacuna no mercado: a falta de técnicos capazes de repararem CDI.


Projecto
Mototrónica
Área de actividade Reparação de CDI para motos
Postos de trabalho 1
Capital disponibilizado pelo fundo 20 mil euros

Rúben Silva, 31 anos, esteve desempregado durante 14 meses. A falência não o surpreendeu. Quando começou a trabalhar na Qimonda, “sabia de antemão que a empresa poderia um dia entrar em insolvência, como tantas outras multinacionais em Portugal”. Começou a procurar um novo emprego, mas sem sucesso. Foi a várias entrevistas, mas nenhuma oferecia as condições que tinha na fábrica de Vila do Conde. Além de oferecerem salários mais reduzidos, ficavam mais longe de casa. Por isso, resolveu aprofundar os conhecimentos que tinha na área eléctrica e electrónica de motociclos por “conta própria”. Um autodidacta, portanto.

A formação de base que tinha em electrónica e a paixão antiga por motas foram suficientes para avançar com um projecto inovador. Quando soube da iniciativa da ANJE, aproveitou. “Foi uma grande oportunidade”, comenta o jovem. Com o programa e o fundo poderia criar o seu próprio posto de trabalho sem ter de recorrer ao financiamento bancário, “o que nas condições actuais, seria impossível”, diz. Além disso, Rúben Silva pode colmatar algumas lacunas ao nível da gestão e receber apoio técnico dos consultores da associação. É assim que nasce o projecto Mototrónica.

“À semelhança do que acontece com os automóveis, há uma unidade electrónica nas motas (CDI) que faz o controlo da ignição, para que estas se mobilizem”, explica. Mas não serve só para isso, as suas funcionalidade dependem do tipo de motociclo em que está inserida. Mais: é utilizada tanto nos veículos motorizados como em motas de água, motores de barcos, entre outros. “A principal actividade consiste na reparação deste unidade, mesmo sendo blindada, a um custo inferior à compra da mesma nova ou usada.” A empresa oferece outros serviços relacionados com sistemas eléctricos e electrónicos de veículos motorizados, como a reparação de bobinas, assistência técnica, venda de equipamentos eléctricos e electrónicos e, posteriormente, afinações e diagnóstico em banco de ensaio. Objectivo: dar, num só espaço, todos os serviços adequados à recuperação ou substituição dos componentes referidos. “Acima de tudo é apostar no conceito de electricistas de motociclos, criando para o cliente uma base de suporte para solucionar todos os problemas eléctricos ou relacionados”, adianta.

A ideia já tinha surgido antes de entrar para a Qimonda, mas Rúben Silva quis cimentá-la e aprofundá-la. “A Qimonda era um bom empregador e oferecia excelentes condições de trabalho aos seus colaboradores. Por essa razão, a abertura de um negócio próprio era algo que naquela altura, me parecia inoportuno”, diz. O programa da ANJE e o fundo da União Europeia foram o pretexto ideal. O jovem empreendedor explica que não existe, actualmente, no mercado, uma empresa que faça recuperação de CDI, inclusive os blindados, reparação de bobinas, assistência técnica, afinações e diagnóstico em banco de ensaio num só espaço. “Esta será a mais-valia deste negócio”, diz. Alem disso, a empresa é focalizada e especializada em veículos motorizados, criando assim o conceito de “electricista de motociclos”.

A imagem e o site da empresa já estão a ser criados, e em breve Rúben Silva dará inicio à sua actividade. Numa fase inicial, está previsto um investimento de cerca de 5.740 euros, com a construção do site, imagem e equipamentos de diagnóstico. Até 2013, prevê-se que o investimento ronde os 28 mi euros. Rúben Silva sempre teve o desejo de lançar um negócio seu e afirma que sem este apoio seria mais difícil gerir e expandi-lo. “Foi um desejo tornado realidade.”

Publicado in http://www.jornaldenegocios.pt/

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