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Ricardo Oliveira premiado nos EUA

Ricardo Oliveira premiado nos EUA

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CRUZOU o Atlântico há sete anos. Fixou-se nos Estados Unidos da América, na University of Califórnia Los Angeles (UCLA), através de uma candidatura própria. Só mais tarde obteve uma bolsa de estudos da Fundação para a Ciência e Tecnologia que lhe permitiu investir num Doutoramento em Computer Science. Juntamente com um colega indiano, Ricardo Oliveira decide lançar-se num projecto de segurança de rede chamado “Cyclops”: “a ideia era alertar empresas quando o tráfego era desviado como parte de um ataque, como aconteceu com o YouTube, em 2008. Basicamente estamos a falar de um roubo de identidade nas rotas de Internet, que queríamos evitar”, explica Ricardo Oliveira.

Depois de passar o Verão em Silicon Valley em 2008, o jovem português decide criar uma empresa para tentar comercializar o seu projecto. Com centenas de empresas registadas, era já um caso de sucesso. O governo americano atribuiu-lhes financiamento, em 2009, com o objectivo de ampliar as funcionalidades do projecto e torná-lo num produto comercial. Nascia assim a “Thousand Eyes”, a empresa que no espaço de um ano já conseguiu atrair clientes como a Priceline, Nokia e o Facebook.

Em pleno colapso financeiro norte-americano, a empresa nunca parou de crescer e de aumentar o volume de negócios. A trabalhar neste momento numa patente que lhes permita proteger aspectos tecnológicos relacionados com o projecto, Ricardo Oliveira garante que o futuro da “Thousand Eyes” passa por continuar a crescer e expandir a empresa para novas áreas: “estamos a desenvolver tecnologia em novas áreas da web performance que penso que terá um grande impacto na indústria”.

O caso de sucesso da “Thousand Eyes” levou Ricardo Oliveira, licenciado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores na FEUP, a ser o grande vencedor do prémio PAPS-LBC Leadership Award 2010, atribuído recentemente pela Portuguese American Pos-Graduate Society (PAPS). Esta associação, que reúne cerca de 650 portugueses radicados nos EUA, funciona como ponte entre os dois países. “Quando cheguei aqui, não conhecia ninguém. Tomei conhecimento da PAPS através de outros portugueses e ganhei muitos contactos nos diversos fóruns que frequentei. É importante que os jovens em Portugal que queiram vir para este lado do oceano tenham conhecimento desta associação”, admite o jovem português. Isto numa altura em que a “Thousand Eyes” se prepara para recrutar engenheiros de software portugueses e oferecer-lhes uma oportunidade de trabalho em terras do ‘Tio Sam’.

Com 33 anos, Ricardo Oliveira encara o futuro com tranquilidade, não excluindo um regresso a Portugal até porque existe já vontade de abrir um escritório e vendas em Lisboa para garantir mais presença no mercado europeu.

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