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Renata Silva: finalista do Young Reporters Against Poverty

Renata Silva: finalista do Young Reporters Against Poverty

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FOI com uma reportagem sobre a Associação de Tutores e Amigos da Criança Africana (ATACA) que Renata Silva se tornou finalista do concurso internacional Young Reporters Against Poverty (YRAP). A Renata é estudante de Mestrado em Ciências da Comunicação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

“A importância de 20 euros e de carinho na vida de uma criança africana” foi o título do trabalho da Young Reporters Against Poverty (YRAP), que Renata representou em Bruxelas na fase final.

Depois desta fase, a representante portuguesa teve uma semana para escrever a última reportagem da competição. Escreveu sobre a situação das mulheres no Congo: “é uma situação bastante actual e trata-se de um conflito no qual é preciso uma forte intervenção. Apesar dos esforços de várias entidades, a verdade é que a situação não melhora. Há mulheres a serem violadas todos os dias nesse país por pessoas do exército, da polícia, pelos próprios civis. Entrevistei uma mulher congolesa que de facto de um testemunho acerca da situação do país e do que se está ou não a fazer para ajudar.“

Os autores das três reportagens vencedoras (áudio, escrita e criativa), vão ter a possibilidade de visitar a Tanzânia e de conhecer o presidente desse país. “Uma oportunidade única”, diz Renata. Toda a experiência tem sido “rica” em estímulos e conhecimento “tive a oportunidade de ter o apoio e dicas de um jornalista freelancer que trabalha neste momento em Bruxelas e sobretudo pude aprender mais sobre o desenvolvimento e o que se está a fazer para ajudar”, finaliza.

1 – De que mais gosta na Universidade do Porto?

Da qualidade de ensino e dos múltiplos eventos que realiza, sempre tão importantes para aumentarmos os nossos conhecimentos.

2 – De que menos gosta na Universidade do Porto?

Lentidão no que toca à atribuição de bolsas de estudo aos estudantes. E falta de comunicação com os alunos. Falta ouvir mais o que os alunos têm para dizer, tentar melhorar as infra-estruturas, tentar comunicar melhor as informações mais importantes, que por vezes nos chegam de boca em boca. (pelo menos é o que passa, por vezes, ironicamente, no meu curso)

3 – Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?

Dar mais espaço e importância à opinião dos alunos, através da realização de reuniões periódicas, por exemplo. Tentar aferir se está tudo a correr bem. Noto que existe muito a chamada “avaliação dos professores”, no caso da Faculdade de Letras, mas a UP não são só os professores.

4- Como prefere passar os tempos livres?

Ler, ouvir música, escrever, estar com os amigos e ver televisão.

5- Uma viagem de sonho (realizada ou por realizar)?

Londres. É um sonho que espero tornar realidade dentro de alguns anos.

6- Um livro preferido?

“O Monte dos Vendavais”, Emily Brönte – um clássico.

7- Um disco preferido?

“A mãe” – Rodrigo Leão

8- Um prato preferido?

Lasanha vegetariana

9- Um filme preferido?

“Lost in Translation”, Sofia Coppola

10- Uma inspiração?

A diferença que faz a informação e a mudança que esta pode trazer. Para mim, o jornalismo é uma inspiração para toda a vida, quando realmente conseguimos fazer um trabalho de qualidade, um jornalismo de “serviço público” no qual eu ainda acredito.

11- Um objectivo?

Conseguir de facto alcançar uma carreira como jornalista e conseguir com o meu trabalho sensibilizar, informar o público e ajudar.

12 – O que te apaixona neste projecto?

Precisamente: “Young Reporters Against Poverty” (YRAP), diz tudo. Sou jovem, a tentar iniciar carreira, sou estudante, sou apaixonada pelo jornalismo e sou 100 por cento contra a pobreza e exclusão social. É um tema que me fascina do ponto de vista jornalístico, porque aí, realmente, o jornalista cumpre a importante missão de contar uma história, divulgar, sensibilizar, dizer o que está mal e propor soluções, dando voz às pessoas. É de facto algo muito importante. E foi isso que me chamou a atenção. Foi uma experiência única, da qual não me arrependo e que já me deixa muitas saudades. Ao fazer a reportagem que me levou a ser finalista do YRAP, sobre a Ataca, uma associação portuguesa que ajuda crianças africanas, fiz a diferença. Graças à minha reportagem, há mais uma criança que vai poder ter um tutor a ajudar com as suas despesas. Em Bruxelas, o que pudemos fazer (todos os finalistas) foi dar voz aos inúmeros projectos e pessoas que lá estavam a pedir ajuda e soluções.

Publicado in http://noticias.up.pt/

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