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Porfírio Sousa, 36 anos

Porfírio Sousa, 36 anos

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PORFÍRIO Manuel Moreira de Sousa, de 36 anos, de Bitarães, é um empresário que gosta de “meter as mãos na massa”, em vez de estar dentro de um escritório. A sua empresa, Porfírio Sousa Unipessoal, é uma serralharia habilitada para toda uma panóplia de serviços, no entanto a sua especialidade é a instalação de coberturas térmicas em habitações e todo o género de edifícios. Fez só o segundo ano da escola. “Comecei a trabalhar com 12 anos, numa serralharia que existia no lugar do Oural, onde aprendi a minha arte”, recorda o empresário.

“Era tão pequenino que nem chegava ao topo dos cavaletes, mas fui aprendendo com gosto”, lembra, adicionando que “foi uma grande escola de vida, já que tudo o que eu queria para aprender e o meu patrão ensinava-me”. Lá Porfírio Sousa trabalhou durante 12 anos. Depois foi começando a fazer uns biscates que “já ia fazendo sempre que me pediam”. Quando saiu do seu primeiro emprego, o empresário foi trabalhar para outra serralharia, desta vez em Rebordosa, onde trabalhou durante cerca de cinco anos. E foi por essa altura, no ano de 2005, que começou a pensar em montar o seu próprio negócio. “Havia muitos clientes que me incentivavam nesse sentido, dizendo-me para me estabelecer por conta própria, pois eu teria futuro. Eu, na altura, dizia que era muito novo e que tinha um certo receio em arriscar”, recorda Porfírio Sousa. No entanto, os receios desvaneceram-se e arriscou. “Decidi que era o melhor para mim”, conta Porfírio Sousa, acrescentando: “Eu já era bastante conhecido por esta zona e cheguei à conclusão que o melhor era estabelecer-me por conta própria”. Começou por coletar-se em nome individual e assim arrancou a sua empresa.

“Fui metendo um empregado, depois outro e, neste momento, tenho quatro empregados”, esclarece, ou seja, a firma foi crescendo ao longo do tempo. Faz todo o tipo de serviços, mas a especialidade da empresa é a instalação de coberturas térmicas em habitações. “Fazemos todo o tipo de trabalhos que surjam, como, por exemplo, a reparação de alfaias agrícolas e a instalação de portas de alumínio”, ou seja, “diversificamos o mais possível a área de abrangência dos trabalhos a realizar”, sustenta Porfírio Sousa. Por incrível que possa parecer para os tempos que correm, Porfírio Sousa não procura clientes, estes vão aparecendo, chamados por outros clientes anteriores. “Um cliente puxa o outro, pois quando um trabalho é bem feito, com boa execução nas obras e bons acabamentos eles vão falando com outras pessoas e é assim que vão aparecendo”, refere.

Mas a rapidez na execução das empreitadas também é uma das chaves para o sucesso. “Até comprei uma grua para poder executar a instalação das coberturas térmicas mais rápido. Um trabalho que antes durasse uma semana, agora posso fazê-lo em dois ou três dias”, esclarece Porfírio Sousa. Em janeiro deste ano, optou por tornar a sua empresa numa sociedade unipessoal, “porque estava a ter grandes despesas a nível de segurança social e também porque precisava de um empregado de escritório, que quem acabou por assumir essas funções foi a minha esposa”, explica Porfírio Sousa. “Somos uma equipa”, acrescenta. “Eu, para estar bem, é a andar com os empregados na obra”, defende o empresário, acrescentando que passa “pouco tempo” no escritório. “Faço orçamentos e pouco mais, o resto da burocracia é tratada pela minha esposa”, conta. Uma das suas características enquanto empresário tem a ver com a troca de ideias para se fazer o melhor trabalho possível. “Não posso ser só eu a dizer como é que se faz, fala-se com o cliente, com os empregados e chega-se à melhor conclusão, por forma a executar a melhor obra, com a melhor qualidade”, explica Porfírio Sousa. Desde o tempo em que começou a trabalhar, com 12 anos, até aos tempos atuais, a forma de trabalhar na serralharia “mudou muito”.

“Quando comecei era soldado um ferro de qualquer maneira, praticamente, e agora existem muitas regras a respeitar, nomeadamente através de projetos”, indica Porfírio Sousa. Por outro lado, nas próprias obras há novas regras que não existiam no passado. “Existem, e ainda bem, muitas regras de segurança nas obras, o que obriga a cuidados reforçados, mas com esforço conseguimos adaptar-nos aos desafios que nos vão sendo apresentados”, explica o empresário. A concorrência, como seria de esperar, “é muita”. “Tenho tido vários confrontos com concorrentes com grande diferenças de preços, no que toca a concorrer a determinadas obras e, para já, tenho sido bem sucedido”. É que Porfírio Sousa vive e trabalha segundo um lema: “Sei que não sou dos que trabalha mais barato no mercado, mas a qualidade do meu trabalho fala por mim, por isso é que muitos novos clientes vêm recomendados por clientes antigos”. Para isso, prefere “não rebaixar ao preço para fugir ao material de qualidade”. Conhece muitos colegas da área que se queixam de não terem trabalho, porque “a área da serralharia está parada”. No entanto, este não é o caso de Porfírio Sousa. Ainda assim, reconhece, “a crise está aí e embora tenha bastante trabalho, não é tanto como no passado, ainda assim vai dando para manter o negócio de forma estável”. O mais complicado é, ocasionalmente, “conseguir receber depois do serviço estar executado”.

Publicado in http://www.progressodeparedes.com.pt/

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