1650
0
COMPARTILHAR
Inicio Do Porto Paula Guerra,...

Paula Guerra, 40 anos

Paula Guerra, 40 anos

0
1650

PAULA Guerra é docente da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) e defendeu a 28 de Janeiro de 2011 a sua tese de Doutoramento “A instável leveza do rock – Géneros, dinâmica e consolidação do rock alternativo em Portugal de 1980 a 2010” que demorou seis anos a ser construída e envolveu “209 entrevistas de profundidade, das quais 11 são histórias de vida de músicos marcantes”. Rui Reininho, Alexandre Soares, Adolfo Luxúria Canibal, João Peste, Xana e Pedro Ayres Magalhães são alguns dos entrevistados.

A autora conseguiu “provar que há um subcampo de rock alternativo em Portugal”. Pode-se “dizer que a partir de 1986 se assistiu à emergência, e progressiva sedimentação, do subcampo do rock alternativo em Portugal, o que passou pela criação de segmentos e nichos específicos de público, pela emergência de produtores e criadores especializados, pela sedimentação de instâncias de consagração e de legitimação e, mais importante, pelo facto de existir a partir desta altura um corpo de obras implícita ou explicitamente dirigido ao campo e reflectindo a sua história”. O exemplo mais cabal situa-se na estratégia de actuação de determinadas bandas como os Mão Morta ou os Pop Dell’Arte.

O rock e as suas manifestações, o universo que lhes diz respeito, atingiram o seu «mundo da vida» de maneira muito significativa pelo Verão de 1984. Foi assim que escolheu a “Sociologia como destino escolar e profissão, alguns anos depois” e que se afigurou “forma ingénua e confusa, como escolha capaz de permitir o acesso a um espaço que, em termos profissionais, permitiria uma coincidência de mundos. Hoje, penso ser possível dizer que a escolha foi acertada, e que realmente me foi possível encontrar essa coincidência. Se a certeza me fugia aquando da escolha, a Dissertação que aqui se apresenta é o abraçar dessa possibilidade, a concretização da vontade de saber e o reencontro dos dois mundos em que quotidianamente me movo, dos dois mundos pelos quais me apaixonei.”

E foi assim que nasceu esta tese.
1 – De que mais gosta na Universidade do Porto?
Pelo seu papel de pólo e catalisador de fluxos, ou seja, as inúmeras possibilidades de contacto com pessoas e saberes e da riqueza que daí advém.

2 – De que menos gosta na Universidade do Porto?

Da sua rigidez burocrática e da sua dispersão física e social, e dos constrangimentos daí derivados.

3 – Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?

A sua constante abertura e receptividade ao mundo exterior dentro de uma perspectiva de não fechamento numa sala de aula ou num gabinete.

4- Como prefere passar os tempos livres?

A ler, a viajar, a ouvir música e a assistir a concertos.

5- Uma viagem de sonho (realizada ou por realizar)?

Nova Iorque, dois meses.

6- Um livro preferido?

Arriscaria alguns do Milan Kundera ou do Fernando Savater pelo papel que tiveram na minha biografia, designadamente na chamada transição para a vida adulta.

7- Um disco preferido?

Tormentosa pergunta. Um dos discos poderá ser o Unknown Pleasures, álbum de estreia dos Joy Division (1979), pelo papel que teve na formação e direccionamento do meu gosto musical.

8- Um prato preferido?

Todas as variantes de gelados, nomeadamente os que misturem frutos silvestres com chocolate negro.

9- Um filme preferido?

Outra tenebrosa pergunta. Se calhar, elegia o Blade Runner de Ridley Scott, pelo argumento, pelo décor e pela banda sonora.

10- Uma inspiração?

O meu avô paterno, pela sua força anímica, o seu humor, a sua sagacidade e o seu amor incondicional.

11- Um objectivo?

Prosseguir com a investigação-acção dentro da área da sociologia (e) da música, focando-me nas diversas modalidades de interpretação e de compreensão dos fenómenos aí desenvolvidos.

Publicado in http://noticias.up.pt/

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here