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Nuno Bessa, 32 anos

Nuno Bessa, 32 anos

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DESDE muito cedo que descobriu as duas paixões da sua vida: a construção civil e o futebol. O empresário Nuno Bessa, natural de Sobrado, sempre soube que queria gerir um negócio e quis arriscar para concretizar esse sonho. Chegou a emigrar para a França, mas regressou a Portugal meio ano depois. Hoje gere a empresa de construção civil que o pai fundou, em Gandra, e assume que, aos 32 anos, já realizou os grandes sonhos da sua vida: ser empresário e presidente de um clube de futebol, o Sobrado.

Com 14 anos já trabalhava com o pai na construção civil. Sempre trabalhou no ramo e apesar de ter começado como funcionário na empresa do pai, na altura em nome pessoal, mais tarde mudou o rumo da sua vida. Emigrou para a França, onde esteve apenas meio ano, e voltou de lá decidido a arriscar. Há cerca de 10 anos que gere a empresa fundada pelo pai e garante que só tem crescido desde então.

“Esta empresa já existe há muitos anos. Foi fundada pelo meu pai, que na altura tinha um sócio, mas mais tarde passou para nome individual. Naquela altura era uma empresa muito pequena, tinha 2 ou 3 funcionários. Há cerca de 10 anos passou a ser uma sociedade, minha e do meu pai, e desde aí crescemos imenso. Hoje temos entre 30 a 40 funcionários”, garante o empresário.

“Tenho duas grandes paixões, a empresa e o futebol”

Apesar de ter uma vida confortável no estrangeiro decidiu voltar a Portugal para fazer aquilo que sempre gostou. Arriscou-se a dirigir os negócios da empresa do pai e tem conseguido aumentar o volume de vendas.

“Fui para a França com 23 anos e, apesar de ganhar muito bem, ao fim de meio ano resolvi vir embora. Sempre tive ideia de gerir um negócio e decidi arriscar. Fiz a proposta ao meu pai e desde essa altura que a empresa tem vindo a crescer”, garante Nuno Bessa, acrescentando, “tenho duas grandes paixões, a empresa e o futebol. Durante o dia dedico-me ao trabalho e ao final da tarde dedico-me ao Sobrado, clube de que sou presidente”.

Apostam na competitividade para se destacarem da concorrência. Os preços atrativos e a rapidez na conclusão dos projetos são as estratégias para garantir que o cliente fica satisfeito. “Tentamos marcar a diferença em relação à concorrência agradando ao cliente, sendo competitivos em termos de preços. Sentimos a necessidade de baixar as margens de lucro para tornar a empresa mais competitiva no mercado”, garante.

“Todos os dias temos clientes a pedir orçamentos”

O lema da empresa assenta na satisfação do cliente. O empresário garante que é transversal a todos os negócios da empresa, mesmo exigindo preços mais baixos e margens de lucro mais reduzidas. “O nosso lema é tentar sempre agradar ao cliente, nem que tenha prejuízo nesse trabalho. Noto que hoje as pessoas procuram os serviços mais baratos e se não tiverem um preço atrativo não conseguimos garantir os projetos”, sustenta Nuno Bessa.

Admite que a crise reduziu a concorrência e reforça que o problema das empresas deste ramo não é a falta de trabalho mas, sim, a falta ou o atraso nos pagamentos. “Não temos muita concorrência porque muitas empresas fecharam. Noto que há mais trabalho, até porque todos os dias temos clientes a pedir orçamentos para obras, mas o grande problema são os atrasos nos pagamentos ou mesmo a falta deles”, concluiu.

Face às dificuldades das grandes empresas de construção, o empresário assume que os clientes particulares têm sido a grande aposta para manter a empresa sólida. “Hoje temos mais dificuldade para receber dos clientes. Neste momento, o que é mais certo a pagar é o particular e têm sido eles a manter a empresa na rota de crescimento”.

O volume de vendas cresceu e a empresa fatura por ano cerca de 1 milhão de euros. Nuno Bessa garante que hoje tem mais clientes e mais trabalho devido à qualidade do serviço que presta e à excelente equipa de trabalho.

“A empresa começou a aumentar o seu volume de vendas. Neste momento a Albino Bessa Lda, fatura cerca de 1 milhão de euros por ano e aumentamos o número de clientes, não só empresas, como particulares. Temos todo o tipo de pessoal adequado para fazer qualquer trabalho e isso é o que nos diferencia dos outros e que nos tem ajudado a conquistar os clientes”.

“Sou otimista e encaro o futuro de forma positiva”

O mercado forte da empresa é na região norte, mas os seus trabalhos estendem-se a todo o país. Receberam propostas de empresas portuguesas para realizar projetos no estrangeiro, mas o empresário garante que ainda vão estudar as propostas.

“Trabalhamos para empresas de todo o país. Temos obras neste momento no Algarve, em Beja e em Lisboa, mas o nosso mercado forte é na região norte. Recebemos propostas para realizar obras na Costa do Marfim, mas estamos a avaliar o projeto e as potencialidades para a nossa empresa”.

Quanto ao futuro, o empresário mostra-se otimista. “Sou otimista e encaro o futuro de forma positiva. Esta empresa depende de outras para trabalhar e, por isso, tudo é um risco. Mas o objetivo é manter aquilo que construímos até agora“, garante.

Por Helena Nunes in http://www.progressodeparedes.com.pt/

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