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Michel Ferreira, 38 anos

Michel Ferreira, 38 anos

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LIDERA o maior projecto da parceria internacional entre o Estado português e a Universidade de Carnegie Mellon nos Estados Unidos: Drive-In (http://drive-in.cmuportugal.org/). O estudo está a ser testado no Porto e quer trazer mais segurança às estradas. Chama-se Drive-In e consiste na criação de um sistema de comunicação carro a carro, por via de dispositivos que permitam uma gestão inteligente de tráfego. Numa primeira fase a rede sem fios vai fornecer, em tempo real, informação sobre o fluxo do trânsito em vários pontos da cidade. Posteriormente, os investigadores contam usar esta rede para testar sistemas de ultrapassagem inteligente, ou de detecção de veículos considerados suspeitos pelas autoridades

Michel Ferreira foi ainda co-fundador, em 2007, da empresa “spin-off” Geolink, responsável pelo sistema de despacho electrónico dos RadiTáxis do Porto, a segunda maior frota do país. É Professor auxiliar no Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e investigador do Instituto de Telecomunicações.
Os seus actuais interesses de investigação estão na área de Sistemas de Transporte Inteligentes, Redes Veiculares e Bases de Dados Dedutivas. Colabora frequentemente com docentes da Universidade de Carnegie Mellon, com quem tem diversas publicações e patentes em co-autoria.
Nasceu em Moçambique, em 1972, país onde regressou várias vezes como docente universitário ao abrigo do protocolo de colaboração entre a UP e o ISCTEM. Licenciou-se e doutorou-se em Ciência de Computadores na Universidade do Porto (1994 e 2002), tendo sido Professor Visitante da Universidade do Novo México (EUA) em 2005/06.

-De que mais gosta na Universidade do Porto?

Do facto de ser no “Porto”, uma qualidade difícil de encontrar noutras universidades… Gosto sobretudo da proximidade entre a U.Porto e a cidade, que era ainda maior quando o edifício na Praça dos Leões era habitado por estudantes. Acho importante as universidades embrenharem-se nas cidades e sentirem os seus problemas.

– De que menos gosta na Universidade do Porto?

Da burocracia que não pára de aumentar e que ocupa cada vez mais o tempo dos docente, roubando espaço à criatividade.

– Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?

Na sequência do que disse acima, acho que a Universidade, e sobretudo a cidade, ganhavam com a utilização do edifício na Praça Gomes Teixeira para aulas.

– Como prefere passar os tempos livres?

Gosto muito do mar, de pesca submarina e de mergulho, que faço há muitos anos.
– Um livro preferido?

O Velho e o Mar, do Hemingway.

– Um disco preferido?

Big Calm, Morcheeba.

– Um prato preferido?

Robalo assado no forno, pescado por mim. É impressionante como fica com um sabor diferente…

– Um filme preferido?

O Pianista.

– Uma viagem de sonho (realizada ou por realizar)?

A que fiz à Ponta do Ouro, em Moçambique, quando ia lá leccionar, à boleia de colegas que lá viviam. A viagem é um dia inteiro de jipe, a partir de Maputo, por dunas de areia. A Ponta do Ouro naquela altura (penso que já passaram meia-dúzia de anos) não tinha rede eléctrica.

Gostei dos mergulhos no Índico e de ver nascer o Sol a partir do mar, num “rewind” do nosso pôr-do-sol. O melhor de tudo é ficar o resto do dia com a sensação de que o tempo está a andar para trás…

– Uma aspiração em termos profissionais?

Gostava de ver implementada à escala necessária o conceito de “virtual traffic lights”, que propus recentemente, em conjunto com colegas da Universidade de Carnegie Mellon.

– Um objectivo de vida?

Continuar a ser feliz.

– Uma inspiração?

A minha mulher.

Publicado in http://noticias.up.pt/

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