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Júlio Leal produz peças para o Mundo

Júlio Leal produz peças para o Mundo

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O LIVRO “Artes da Casa”, editado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, a propósito da Feira Internacional de Artesanato, dedica duas páginas a um artista de Paços de Ferreira, Júlio Campos Leal.

Esta publicação, de grande qualidade gráfica e ao nível dos textos, dá particular destaque ao “conhecido entalhador de Meixomil”, que começou a trabalhar aos 13 anos, mas cuja paixão pela talha levou trabalhos seus aos Estados Unidos, Dubai, Madrid, Paris, Milão e Arábia Saudita.

Na sua oficina, um autêntico mundo de criação, entram designers com propostas arrojadas que conciliam as peças de talha com linhas de mobiliário moderno.

Cada peça que sai das mãos de Júlio Leal é única. “Primeiro o esboço, depois o desenho mais rigoroso, depois a marcação na madeira e a peça que vai surgindo à medida que o formão e a goiva cuidam de traduzir para a madeira o que a mente imaginou e a mão desenhou”, refere esta publicação.

Quando se trata de reproduzir mais peças, para linhas em série, aí recorre ao pantógrafo que reproduz de uma só vez, para 3 ou 4 peças, mas nada mais. Depois todo o trabalho sai das mãos valiosas do entalhador.

Desde 1990 que Júlio Leal trabalha sozinho, faz peças de autor e sente-se estimulado quando um designer ou um criador põe a sua capacidade à prova. Apesar de se dedicar sobretudo ao restauro de mobiliário e arte sacra e à execução de réplicas de mobiliário do séc. XVIII, Júlio Leal está a apreciar esta possibilidade de “casar” arte antiga com linhas contemporâneas, o que considera um caminho seguro para conquistar novos mercados.

Assegura Júlio Leal que não está arrependido de ter continuado nesta senda da talha e que, quando todos deixaram de acreditar que a mesma teria futuro, ele próprio encarou-a como uma oportunidade e “nunca me faltou trabalho, bem pelo contrário”. Por isso mesmo considera positiva a parceria dos artesãos com os designers. “Se é certo que a artes tradicionais têm imenso a ganhar com a intervenção do design, na perspectiva da qualificação das produções e da sua adequação às actuais tendências, não é menos verdade que o trabalho e a capacidade técnica de um bom artífice valoriza e torna singular o projecto de design”, refere o artesão pacense à publicação do IEFP.

Publicado in http://www.imprensaregional.com.pt/imediato/

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