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Júlio Garganta, 55 anos

Júlio Garganta, 55 anos

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JÚLIO Garganta inspira-se na família e amigos para ensinar o que de melhor sabe sobre a prática desportiva às centenas de estudantes que passam pelos centros de investigação da Faculdade de Desporto da U.Porto . No pouco tempo que tem livre aproveita para tocar guitarra e reunir com os “Tordilhões”, um grupo de amigos que se encontra para celebrar a vida com música.

Desde 1987 na Universidade do Porto, Júlio Garganta é o coordenador do Gabinete de Futebol da FADEUP e foi a representação da universidade, no mês passado, no Europeu de Futebol 2012. Inserido na equipa técnica do selecionador nacional, Paulo Bento, o docente da U.Porto colaborou na observação e análise dos adversários de Portugal, uma experiência que qualificou como inesquecível.

Naturalidade?

Lordelo do Ouro, Porto

Idade?

56 Anos.

De que mais gosta na Universidade do Porto?

Da excelência e do prestígio alcançados com o esforço e o talento de muitos, em diversas áreas do saber, dentro e fora de portas.

De que menos gosta na Universidade do Porto?

De tudo o que possa ameaçar a sua matriz cultural, científica, técnica e pedagógica, edificada desde o século XVIII.

Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?

Face à situação que o país vive, contento-me com uma ideia simples para que a não deixemos piorar: parece-me imprescindível preservar os traços identitários que fizeram da Universidade do Porto o que ela hoje é. Em tempo de mares conturbados, o chamamento das sereias pode levar-nos a tentações contraproducentes.

– Como prefere passar os tempos livres?

Convivendo com a família e com os amigos, não raramente na companhia da minha guitarra. Aqui tenho que referir os notáveis “Tordilhões”, um grupo que se junta regularmente para cantar, tocar e celebrar a vida, contando para isso com a presença amiga e atenta do maestro Fernando Lapa.

– Um livro preferido?

São tantos! Estou a ler três: “Comboio nocturno para Lisboa” de Pascal Mercier; “Destroços” de Eduardo Lourenço; e “A arte da meditação” de Mathieu Ricard.

– Um disco/músico preferido?

Tal como com os livros e os autores, é-me difícil eleger um disco ou um músico, porque ao fazê-lo estaria a trair o apreço que sinto por muitos outros. As “visitas” que vou fazendo a cada um deles são sobretudo motivadas pelos estados de espírito que vou sentindo. Cultivo vários géneros musicais, desde o fado ao jazz.

– Um prato preferido?

Cabrito assado no forno.

– Um filme preferido?

Destaco o filme de Giuseppe Tornatore, “Cinema Paradiso”, pelo modo sublime como o argumento, as imagens e a banda sonora se compatibilizam e fecundam.

– Uma viagem de sonho (realizada ou por realizar)?

Terei que mencionar duas, ambas inesquecíveis: uma delas de comboio, com a minha mulher, por entre montanhas de neve, de Udine para Viena; outra a Roma, onde estive de visita à minha filha, que lá se encontrava no âmbito do programa Erasmus.

– Um objetivo de vida?

Sentir-me bem na minha pele e, ainda que à escala microscópica em me é permitido agir, contribuir para fazer do mundo um lugar cada vez mais aprazível e solidário. Reconheço que não deixa de ser um objetivo ambicioso, mas procuro tê-lo sempre em mente, nas diferentes facetas da minha vida.

– Uma inspiração? (pessoa, livro, situação…)

A minha família e os meus amigos. E, inevitavelmente, a participação neste recente campeonato da europa de futebol, com as emoções ao rubro, numa atmosfera inesquecível, propiciada por um grupo extraordinário, onde incluo os jogadores, os treinadores e todo o staff que participou com a nossa seleção nacional nesta campanha.

– Acredita que Portugal pode no futuro vencer uma competição internacional depois de ter estado tão perto de o conseguir nos últimos anos?

Acredito. Mas não chega ter estado perto. É necessário que saibamos atualizar o nosso engenho e arte de cada vez que formos chamados a entrar numa competição. Isso implica o adequado investimento, também no domínio das competências de organização e de preparação, tal como agora pude testemunhar neste Euro 2012.

Publicado in http://noticias.up.pt/

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