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José Nuno Leitão, 22 anos

José Nuno Leitão, 22 anos

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JOSÉ Nuno Leitão, estudante do 5º ano do Mestrado Integrado em Bioengenharia (MIB) da Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP), faz parte da equipa vencedora do 1º Prémio Startup-Program 2012. Juntamente com André Meireles, Maria João Gomes, Mariana Osswald, Paulina Carvalho e Sofia Santos (também estudante do MIB/FEUP), desenvolveu o projeto “N2FIX”, uma tecnologia aplicável a plantas de interesse agronómico, que permite que estas se desenvolvam sem a necessidade de usarem fertilizantes azotados. De acordo com os jovens vencedores, o projeto apresenta “um conceito inovador e uma nova perspetiva sobre uma necessidade antiga”, que possibilita ainda um aumento da produtividade e uma redução do tempo de maturação.

A tecnologia criada pelos estudantes da FEUP, com o apoio dos professores João José Pinto Ferreira e José Vale (FEUP/DEGI) e Jorge Novais (BCP), permite “reduzir os custos dos agricultores e diminuir o impacto ambiental da agricultura, uma necessidade premente dado que é necessário garantir a sustentabilidade ambiental global”. Outra inovação do projeto reside no facto da planta conseguir adaptar-se mais facilmente a solos mais pobres – “facto importante dada a verificada diminuição da área global arável e a necessidade de alimentar a crescente população mundial”, como ressaltam.

Esta foi a primeira vez que José Nuno Leitão participou num concurso de empreendedorismo, experiência que tem considerado “cansativa”, mas “recompensadora”. Da sua trajetória académica, o jovem empreendedor destaca o semestre passado em Estocolmo, onde esteve envolvido pela primeira vez num projeto de investigação e onde teve a oportunidade de conhecer pessoas de diferentes locais do mundo. Entre os planos para o futuro, está a possibilidade de realizar um doutoramento na área da biotecnologia molecular, sendo que antes disso o estudante da FEUP pretende viajar e explorar outras opções.

– De que mais gosta na Universidade do Porto?

Da grande oferta formativa, geralmente sinónima de qualidade.

-De que menos gosta na Universidade do Porto?

Dos papéis! O sistema é demasiado burocrático e em não raros casos de difícil compreensão. Estando a estudar quer na FEUP, quer no ICBAS, já me deparei muitas vezes com este tipo de dificuldades.

– Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?

Promover, de algum modo, uma maior intimidade entre as diferentes unidades orgânicas. Seja por atividades culturais, desportivas ou científicas. Porque não uma ciclovia a ligar as várias faculdades?

– Como prefere passar os tempos livres?

A viajar o mais que posso. Não só pelos locais que se explora, mas pelo que sempre se aprende e pelas pessoas que se conhece. É a forma mais divertida de confrontar diferentes perspetivas. Além disso, gosto de passar tempo com os amigos, ir ao teatro, ler e cinema.

– Um livro preferido?

Talvez o Crónica de uma Morte Anunciada, de Gabriel García Márquez.

– Um artista preferido?

Fernando Pessoa.

– Um filme preferido?

O Fabuloso Destino de Amélie, de Jean-Pierre Jeunet.

– Uma viagem de sonho?

Uns meses de mochila às costas pelo Sudeste Asiático (quem sabe em breve!).

– Um objetivo de vida?

Sentir que contribuí de forma útil para algo maior do que eu.

– Uma inspiração?

A Natureza. É uma fonte de pasmo e de ideias.

Publicado in http://noticias.up.pt/

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