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João Lopes dos Santos, 55 anos

João Lopes dos Santos, 55 anos

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FOI um dos quatro físicos a serem distinguidos com o Seeds Of Science «Ciências Exactas» do Ciência Hoje (CH) que decidiu, assim, prestar uma homenagem àqueles que estudam o grafeno, descoberto no final de 2004, base do Prémio Nobel da Física 2010. Os quatro (Nuno Peres, João Lopes dos Santos, Vítor Pereira e Eduardo Castro – antigo estudante da U.Porto) assinaram artigos em colaboração com os dois laureados, André Geim e Kostantin Novoselov. Factores que justificaram a decisão do CH.

João Lopes dos Santos conta que “quando, em Junho de 2005”, se deslocou a Boston para trabalhar com o seu estudante de doutoramento Vitor Pereira e o seu co-orientador, Antonio Castro Neto, “este e o Nuno Peres tinham chegado há pouco do March Meeting da Sociedade Americana de Física, onde Andre Geim tinha apresentado a recente descoberta do grafeno. O Nuno e o Antonio perceberam logo a importância desta descoberta, e já estavam a trabalhar intensamente neste novo material”. Diz que, a partir daqui, se formou “imediatamente um grupo de trabalho no qual me inclui, juntamente com o Vitor Pereira e o Eduardo Castro, outro estudante meu e do Nuno, que também estava em Boston”. Os encontros seguiram-se, regularmente, nos anos que se seguiram. “O Andre Geim veio a reconhecer a qualidade e o pioneirismo do trabalho deste grupo de teóricos, e partilhou connosco alguns dos resultados experimentais do seu grupo. Daí resultaram vários artigos em co-autoria com Geim e Novoselov, os prémios Nobel da Física de 2010”.

João Lopes dos Santos tem um Doutoramento em Física Teórica, pela Universidade de Londres (Imperial College) e concluiu a Licenciatura em Física, ramo Física do Estado Sólido, na Universidade do Porto. É Professor Associado de Física no Departamento de Física da U.Porto e investiga Física da Matéria Condensada: sistemas desordenados, sistemas magnéticos, grafeno; informação quântica em sistemas de Matéria Condensada.

De que mais gosta na Universidade do Porto?

É verdadeiramente uma Universidade (Universitas: universalidade, totalidade), pois engloba (quase) todos os ramos de conhecimento.

De que menos gosta na Universidade do Porto?

Tem tantos muros e quintais, que pouco lhe aproveita ser uma Universitas no sentido acima referido.

Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?

Derrubar os muros.

Como prefere passar os tempos livres?

A dançar (danças de salão).

Um livro preferido?

Quatro: Marcos, Lucas, Mateus e João.

Um disco preferido?

“Cosi Fan Tutte” de Mozart com Karl Böhm, Elizabeth Schwarzkopf e Christa Ludwig.

Um prato preferido?

Arroz de frango lá de casa.

Um filme preferido?

Um Homem para a Eternidade, de Fred Zinneman.

Uma ambição, em termos profissionais?

Ver um docente ou ex-aluno do meu Departamento ganhar o Nobel da Física.

Uma viagem de sonho (realizada ou por realizar)?

Andar a pé pela Escócia.

Uma inspiração? (pessoa, livro, situação…)?

The Feynman Lectures on Physics.

Uma experiência de vida marcante?

Conhecer boas pessoas.

Publicado in http://noticias.up.pt/

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