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Jaime Pereira, 58 anos

Jaime Pereira, 58 anos

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O ATLETA mais antigo da Associação Desportiva de Amarante (ADA), Jaime Pereira, pratica atletismo há 38 anos e já disputou mais de 200 meias maratonas, incluindo 37 edições consecutivas da prova da Nazaré. “Eu fiz para cima de duzentas, já lhe perdi a conta. Eu só fico cansado quando os quilómetros acabam”, contou à agência Lusa Jaime Pereira, de 58 anos de idade.

As sete ou oito meias maratonas em que participa todos os anos mantêm-no ativo e em competição, como gosta de ser e de estar, desde que, por altura do 25 de abril de 1974, começou a disputar provas populares.

“É saudável ao longo destes anos. Vejo amigos que correram comigo nas pistas. É saudável vermo-nos nas meias maratonas, porque fazemos parte dos chamados arrastões e vimos a conversar”, gracejou.

Depois de vários anos a competir em provas de pista, sempre com a mesma camisola da ADA, Jaime Pereira lidera actualmente um grupo de duas dezenas de atletas veteranos que participa em várias provas ao longo do ano.

“Representar a ADA, é sempre um orgulho. Foi lá que me criei, foi lá que me habituei ao desporto e a conviver com os amigos do desporto”, disse, emocionado, enquanto era saudado por outros atletas que treinavam.

“Para mim é um orgulho chegar a esta idade, com um grupo como este, com cerca de vinte atletas. Recentemente fomos 18 a Lisboa, quase todos da minha idade”, realçou ainda.

Faça chuva ou faça sol, o grupo treina três vezes por semana, ao final do dia, nas ruas de Amarante.

“Não falhámos aos treinos de terças, quintas e domingos. É um grupo muito coeso, porque quase todos os colegas que estão comigo já o fazem há mais de vinte anos”, disse.

Vários veteranos do clube já têm no seu currículo dezenas de meias maratonas.

Ao longo de décadas dedicadas ao atletismo, o patriarca da ADA, como gosta de ser identificado, tem ajudado muitos jovens na modalidade, incluindo o amarantino António Pinto, vencedor de três maratonas de Londres.

Jaime Pereira recorda o dia em que o adolescente de 16 anos correu e ganhou uma prova popular em Amarante, seguindo-se outras com grande sucesso.

“Quando se ganha, apanha-se vício. Começou a treinar e mais tarde deu o atleta que todos nós conhecemos. O António Pinto esteve connosco, com a ADA, até determinada idade”, lembrou, acrescentando: “Ele saiu daqui para grandes clubes e ganhou uma série de provas internacionais. Nós mantemos uma grande relação de amizade”.

António Pinto, que já abandonou a competição, também recorda os primeiros tempos de ligação ao atletismo, por terras de Amarante, há mais de 30 anos, e a importância que teve Jaime Pereira.

“Ajudou-me muito, porque era dos poucos que corria na nossa cidade. Foi ele que me arrastou para a modalidade. Se não fosse ele, eu não teria experimentado o atletismo”, disse à Lusa, destacando a amizade que ainda os une.

Lusa/SOL in http://sol.sapo.pt/

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