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Francisco José Maio Ribeiro (1940)

Francisco José Maio Ribeiro (1940)

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FRANCISCO José Maio Ribeiro, mais conhecido por Chico Laranja, nasceu em 1940, na Póvoa de Varzim. Fez o ensino primário na antiga Escola do Grémio com a professora Cremilde e frequentou o ensino nocturno do Liceu, na antiga fábrica do gás. É casado com Maria Augusta que lhe deu dois filhos. Foi relojoeiro, jogador e treinador de futebol. Esteve na fundação do coro Capela Marta e no Grupo de Escuteiros de S. José de Ribamar. É deputado da Assembleia da União de Freguesias da Póvoa de Varzim, Argivai e Beiriz.

“Integrei a cruzada e passei para a congregação, na Basílica do Coração de Jesus. Ajudávamos à missa celebrada em latim pelo padre Alves, e fazíamos teatro num salão. Ainda vi os pedreiros a trabalhar a pedra da basílica. O cristo foi feito em três partes. A religiosidade até nas brincadeiras estava presente. Em criança, o amigo Manuel Lopes, que foi director da Biblioteca, era muito religioso. No quintal da casa dele, brincávamos muitas vezes a simular uma procissão com andores feitos por nós. Ele era sempre o padre. Punha um barrete na cabeça e o avental da empregada Conceição. Quando a procissão passava em frente à cozinha, o Manuel mandava parar e subia ao patamar para fazer o sermão”.

E recorda: “os brinquedos eram feitos por nós. Na altura da volta a Portugal em bicicleta, fazíamos corridas a pé à volta do quarteirão, com um guiador de arame na mão. Também fazíamos corridas de motinha de pau. O carpinteiro fazia a roda e a gente construía a mota com um cabo de vassoura. O hóquei patins era jogado na rua com um troço de couve torto. O futebol era com bolas de trapo”.

Ainda menino Chico Laranja foi para uma relojoaria aprender a acertar o tempo dos relógios: “dos 12 anos até ir para a tropa trabalhei na relojoaria Fontainha e Ribeiro, que era do meu tio-padrinho. Depois fui para relojoeiro da ourivesaria Gomes. Ainda estive um ano e meio a trabalhar como relojoeiro em Moçambique, mas as saudades trouxeram-me de volta a Paços de Ferreira, onde vivia com a minha esposa. Depois regressei à ourivesaria Gomes e à Póvoa. O futebol acabou por me levar para terras distantes. Mas ainda levava uns relógios para arranjar até me tornar treinador profissional de futebol”.

Por José Peixoto. Leia a notícia na íntegra na edição impressa da A VOZ DA PÓVOA.

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