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Eduarda Azevedo, 35 anos

Eduarda Azevedo, 35 anos

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NATURAL de Paredes, 35 anos, casada, mãe de dois filhos ainda bebés (que a acompanham para todo o lado, inclusivamente no local de trabalho), Eduarda Azevedo é uma empresária realista. Depois de terminado o 12.º ano, com notas razoáveis, e depois de tirar um curso profissional de contabilidade e gestão, começou a trabalhar num gabinete de contabilidade, a que se seguiu uma empresa de informática e uma tabacaria. Regressou à empresa de informática, onde decidiu “de repente” abrir o seu próprio negócio com apenas 21 anos. Primeiramente comercializando acessórios para homem (camisas, gravatas, etc.), pouco tempo depois acrescentou os fatos e a área que é, hoje em dia, o seu principal negócio, que é a roupa de senhora. Com o tempo, começou também a comercializar roupa de criança, e recentemente abriu uma loja só de roupa de homem. Possui ainda um outlet onde comercializa roupa de marca a preços mais acessíveis.

Do início desta sua atividade, relembra a dificuldade em angariar clientes, devido ao facto da loja ser pouco conhecida e porque, nas suas palavras, “ninguém muda só porque há uma loja nova e a clientela vai-se conquistando gradualmente”. Inicialmente contou com uma “pequena, mas significativa ajuda” dos pais, que juntamente com algumas economias que tinha juntado foi o suficiente para se lançar na comercialização de vestuário e, apesar do volume de negócios não ser “um décimo do que é hoje”, o negócio foi-se desenvolvendo naturalmente, sendo de destacar que nos três primeiros anos trabalhou só para pagar despesas. A partir do momento em que mudou a loja para o local onde ainda hoje a tem começou a conseguir sentir as coisas a melhorar e a atingir um lucro significativo.

Ao contrário de outros negócios, a empresária considera que de ano para ano “tem havido uma evolução positiva”, pois “quando se começa um negócio a pulso, não se tem os maus hábitos de um negócio, que logo no início começa a faturar grandes somas e que, por vezes, dá ideia que somos ricos e que podemos gastar à vontade”, acrescentando que este respaldo lhe permitiu evoluir o seu negócio passo a passo, e que mesmo nestes tempos difíceis não nota que vende menos este ano do que o que vendeu no ano passado, por exemplo.

Com uma força de trabalho constituída por oito funcionárias, considera que se distingue no mercado pelo facto de possuir uma oferta muito variada e pelos horários praticados (as suas lojas estão abertas ininterruptamente das nove da manhã às oito da noite, de segunda a sábado e ao domingo de tarde).

Com um perfil de clientes muito diversificado, que vai desde recém-nascidos até pessoas mais maduras, passando por roupa de criança ou vestidos de cerimónia (que também revende a outras lojas), a empresária paredense tanto vê entrar na sua loja pessoas com grande poder de compra, como o cliente mais humilde que compra só uma peça para uma situação pontual em que se quer vestir bem.

Como produtos mais procurados, tem a roupa de criança ao longo de todo o ano, enquanto que, por exemplo, no verão vende muitos vestidos de cerimónia.

Com alguma dificuldade em fazer o seu autorretrato como gestora, Eduarda Azevedo considera-se uma empresária como tantos outros que existem em Paredes com os mesmos objetivos, vendo a diferença apenas nos caminhos seguidos para os concretizar, acrescentado mesmo que “o sucesso de outros empresários, será o meu sucesso, porque quanto mais pujantes estiverem as empresas do concelho, mais poder de compra as pessoas terão, e consequentemente mais comprarão”.

Olhando para a conjetura económica desfavorável que o nosso país atravessa, Eduarda Azevedo, apesar de invariavelmente ouvir comentários na sua loja sobre a crise, considera que por enquanto tanto o seu negócio, como a esmagadora maioria dos seus clientes não têm sentido estes tempos de dificuldade, acrescentando que com o corte do subsídio de natal e o subsídio de férias, provavelmente se começará a sentir uma redução no poder de compra.

Olhando para o futuro, Eduarda Azevedo é uma otimista, esperando que nos próximos anos continue com o mesmo volume de negócios que tem tido até aqui, e tendo mesmo já alguns novos projetos em carteira, que por enquanto não quer partilhar, visto estes estarem numa fase embrionária.

Nos tempos livres adora viajar e estar com a sua extensa família, no entanto sente que a falta de tempo a condiciona, pois “podia usufruir mais da minha família se não trabalhasse ao fim de semana”, tentando compensar de outras formas.

Para si, todas as viagens que fez são importantes, no entanto o país que mais gostou de visitar foi Moçambique (onde já possuiu uma loja, que entretanto encerrou). A descontração e a hospitalidade do povo moçambicano ficaram na sua memória e assim que tiver oportunidade espera lá voltar.

Para terminar, Eduarda Azevedo aproveitou para agradecer às suas funcionárias, reconhecendo o seu importante papel no sucesso de sua empresa.

Por Vasco Queiroz publicado in http://www.progressodeparedes.com.pt/

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