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Carlos Marques (1948)

Carlos Marques (1948)

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CARLOS Alberto Coelho Marques nasceu em Coimbra, a 8 de Abril de 1948. Fez a instrução primária e o ensino preparatório em Chaves e seguiu os estudos na cidade do Porto. Na Escola de Artes Decorativas de Soares dos Reis frequentou o Curso de Pintura (1965-1967) e a Secção Preparatória para os cursos de Pintura e Escultura da Escola Superior de Belas Artes do Porto (1967). No ano letivo de 1967/1968 ingressou no curso de Escultura da ESBAP, com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian.
Em 1969 suspendeu a sua formação académica para cumprir o serviço militar em Angola, regressando à ESBAP em 1972 para terminar o Curso Geral (1974) e o Curso Complementar de Escultura (1975). Por essa altura, também, fez o Curso de Modelista de Calçado, no Centro de Formação Profissional de Indústria de Calçado, e o curso de Modelista/Estilista no Instituto Técnico Internazionale Arte Calzaturiera “ARS´Utória” de Milão (1973). Em seguida, leccionou no ensino secundário (1974-1977).
Em 1976 foi requisitado pela ESBAP, mas não obteve autorização do Ministério da Educação para rescindir o contrato como professor do ensino liceal. Conseguiu, porém, assegurar a cadeira de Iniciação à Pintura/Escultura e apoiar a disciplina de Atelier Escultura I, embora sem auferir qualquer tipo de remuneração.
Em 1977 foi oficialmente nomeado Assistente Eventual de Escultura e, em 1979, Assistente.
Nos anos Oitenta ganhou o Prémio Anual de Investigação – Escultura 83, em Lisboa atribuído pela Academia Nacional de Belas Artes (1984), prestou provas para Professor Agregado (1986) com a apresentação d’”O Modelo Feminino“, passando a 1º Assistente. Integrou o Conselho Directivo Escolar (1987) e ajudou a fundar a ESAD – Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos (1988).
Em 1993 e 1994 colaborou com Carlos Barreira e Zulmiro de Carvalho na formação de um atelier-oficina experimental, inserido na estratégia de renovação do ensino de Escultura. Em 1995 ascendeu ao cargo de Professor Auxiliar na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
Enquanto membro da ESBAP/FBAUP participou nas assembleias de representantes da Escola e no Conselho Directivo, foi júri em provas de agregação de outros escultores, arguente das provas de Amaral da Cunha e co-orientador de teses de doutoramento. Assumiu funções como Professor Associado de Escultura na FBAUP a partir de 1999.
O artista valoriza o desenho e produz uma escultura conceptual, que reflecte um profundo interesse pelos novos materiais e tecnologias, assim como a influência de Brancusi. Na vasta lista de esculturas da sua autoria podem citar-se as obras “Engrenagem” (1974), “Fim de percurso” (1975), “O Ovo“, as obras de grande dimensão “Forma e Poesia“, nos jardins da Câmara Municipal de Matosinhos (1986) e o “Monumento a Fialho de Almeida“, em Cuba, no Alentejo (1992-1993).
Desde os anos setenta que Carlos Marques já participou em cerca de duzentas exposições colectivas, quer em Portugal, quer no estrangeiro, e estreou-se a título individual em 1982, na Fundação Engenheiro António de Almeida, no Porto.
Carlos Marques também é autor de medalhas e moedas comemorativas e de arte pública, ilustrador, decorador e cenógrafo.
Associou-se à colecção de postais “10 Originais escultores portugueses“, editada pela Nova Renascença (1982), projectou o carro alegórico (“Os Portugueses e o Mundo“) de abertura do cortejo histórico nas comemorações do dia 10 de Junho de 1985 e produziu ilustrações para uma obra sobre a Declaração Universal dos Direitos do Homem, publicada pela Secção Portuguesa da AEDE e pela Fundação Engenheiro António de Almeida (Porto).
No que respeita à cenografia, Carlos Marques colaborou com a R.T.P. na criação de cenários, entre 1978 e 1984, nomeadamente na adaptação televisiva do romance aquiliniano “O Homem que matou o Diabo” (1979), nos programas “A Árvore das Patacas” (1981) e “Adágio” (1984) e na série “Fronteiras da Música” (1982). Colaborou, igualmente, com o Casino da Póvoa de Varzim, concebendo o cenário do espectáculo de inauguração do salão de festas (1984).
Carlos Marques tem participado em simpósios e workshops sobre Escultura e artes, realizados em Portugal, no Brasil, em Moçambique e em Cabo Verde, e escrito textos para catálogos e revistas.
Está representado em importante museus como o Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves, Porto (1985), o British Museum, Londres (1986), o Museu Municipal Amadeo de Souza Cardoso, Amarante (1988), o Museu da Fundação Engenheiro António de Almeida, Porto (2008), a Casa-museu Teixeira Lopes em Vila Nova de Gaia (2008) e o Museu do Douro, sediado no Peso da Régua (2008).
É um dos membros fundadores do Lugar do Desenho, Fundação Júlio Resende (Universidade Digital / Gestão de Informação, 2009).
9 de abril de 2012

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