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António Fernando Silva, 70 anos

António Fernando Silva, 70 anos

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QUARENTA e seis anos de docência, oito anos como diretor da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, mais de 100 trabalhos de investigação publicados, horas de dedicação aos seus estudantes e a colegas. São números que marcaram o percurso de António Fernando Silva que, na véspera de fazer 70 anos, no dia 4 de fevereiro, se jubilou na FCUP, numa cerimónia em que marcaram presença centenas de pessoas.

Natural de Rio Tinto, António Fernando Sousa da Silva iniciou a sua carreira de docente na FCUP em 1972, o mesmo ano em que concluiu a sua licenciatura em Engenharia Química pela Faculdade de Engenharia da U.Porto. Doutorado em Química pela Universidade de Southampton, em Inglaterra (1980) fez as provas de agregação em Química em 1988 e, dois anos depois, tornou-se, com apenas 41 anos de idade, Professor Catedrático do Departamento de Química e Bioquímica da FCUP.

De 1988 a 1996 e de 2004 a 2010, foi presidente do Conselho Pedagógico da FCUP, posição que acumulou com a de presidente do Departamento de Química e Bioquímica entre 2002 e 2005.  Em 2010, é membro eleito do Conselho Científico e em maio tomou posse como diretor da FCUP. Um dos momentos importantes que viveu como Diretor aconteceu em 2016, no seu segundo mandato, quando a Faculdade de Ciências da U.Porto foi homenageada com a distinção de Membro-Honorário da Ordem da Instrução Pública, atribuída pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo Sousa.

Como investigador, as suas áreas de especialidade são a eletroquímica, a eletroanálise e a química das superfícies. É membro de várias sociedades científicas como a American Chemical Society e a Royal Society of Chemistry e membro fundador da Sociedade Portuguesa de Eletroquímica, sendo ainda o coordenador do Centro de Investigação em Química da U.Porto.

Apreciador de Simon & Garfunkel, o professor jubilado pela FCUP é um apaixonado por crianças e um homem dedicado à família que até mesmo no seu currículo surge mencionada – “Casado, um filho, duas netas”. Apesar de não dar aulas, António Fernando Silva quer manter a sua ligação à FCUP e continua, atualmente, como membro do conselho científico e a trabalhar na área da investigação no Departamento de Química e Bioquímica.

Naturalidade?
Rio Tinto

Idade?
70

De que mais gosta na Universidade do Porto?
A Pluralidade de saberes e uma tradição de liberdade.

De que menos gosta na Universidade do Porto?
A ausência de uma estratégia clara e aceite sobre o que significa ser uma Universidade de Investigação.

Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?
Definir uma estratégia para a investigação na qual assente a formação e ligação à Sociedade.

Como prefere passar os tempos livres?
Ouvir música, ler e caminhar à beira mar.

Um livro preferido?
“As vinhas da ira” de J Steinbeck pela altura em que o li e pelas marcas que me deixou.

Um disco/músico preferido?
“Concert in the Central Park”, de Simon & Garfunkel.

Um prato preferido?
Cozido à Portuguesa.

Um filme preferido?
“Verdes Anos” e a música de Carlos Paredes.

O que mais o apaixona?
As crianças.

Uma viagem de sonho?
Foi feita à China e Tailândia com a Inês e o Tiago.

Um objetivo de vida?
Fazer feliz a minha família.

Uma inspiração? (pessoa, livro, situação…)
Há uma canção sul americana que num dos versos sintetiza a minha intervenção e participação na sociedade:

“Não quero ficar indiferente (ao que me rodeia) e, no fim da vida, quero poder dizer que, pelo menos, fiz o suficiente.

O projeto da sua vida…
Viver sempre em paz comigo mesmo e contribuir para que os outros possam ser felizes.

Uma ideia para promover uma maior ligação entre a Universidade e a comunidade?
Lançar projetos transdisciplinares sobre desafios societais para cuja aprovação seja exigida a participação de vários setores da comunidade.

O tema da sua última aula foi “Interfaces”. Porque se trata de um tema tão importante para si?
Escolhi o tema pela sua reconhecida relevância no âmbito científico: na atualidade o dinamismo científico e os desafios mais estimulantes encontram-se na(s) interface(s) de várias áreas do conhecimento mas, acima de tudo porque cientificamente procurei contribuir para o melhor conhecimento de interfaces ditas eletroquímicas ou eletrificada. Acresceu que a nossa vida é um fluir do conhecimento sobre as interfaces que nos rodeiam e que se centram nas relações que estabelecemos com as pessoas.

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