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André Santos, 23 anos

André Santos, 23 anos

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SE TIVESSE de nomear a coisa que mais o inspira, André Santos diria as pessoas. Há os locais por onde passa, as experiências acumuladas em 23 anos de vida, o próprio trabalho em si, frenético de ideias que alimentam outras ideias. Mas não há como as pessoas para lhe encherem a bagagem de referências e da criatividade que fazem dele uma aposta segura como designer gráfico. «A Esco­la Artística e Profissional Árvore [no centro histórico do Porto] abriu-me em 2005 o caminho a amizades de uma vi­da e ao mundo do Design de Comunica­ção», conta. Depois, foi a vez de a Esco­la Superior de Artes e Design (ESAD) de Matosinhos lhe trazer a oportunidade de aprender com «pessoas incríveis» como João Faria, José Bártolo ou Andrew Howard, Helena Silva, Israel Pimenta e David Santos, George Hardey, Andrew Haslam, Ian Noble e alguns dos seus grandes amigos de hoje. «Conversar, privar com esta ou aquela pessoa, é isso que vai influenciando o meu caminho.»

André recorda-se bem de, ainda pe­queno, receber da mãe livros ilustrados para colorir e livros com pontos para li­gar formando imagens. «Lembro-me de ajudar a minha irmã a fazer surpresas para os meus pais, sempre na área dos trabalhos manuais. Acho que já aí se adi­vinhava um futuro numa área criativa.» Na ESAD concebeu a sua primeira publi­cação, Cá Se Fazem…, que serviu de rampa para a criação de Nem Tudo o Que Reluz É Ouro, simultaneamente o projeto mais doloroso e que mais prazer lhe deu, com 54 ilustradores coordenados por si a darem livre curso à expressão. Tam­bém na ESAD está a dois meses de con­cluir o mestrado em Design de Comuni­cação, ao mesmo tempo que é designer residente da companhia de teatro Cabe­ças no Ar e Pés na Terra (desde 2011), que se responsabiliza pela imagem grá­fica da empresa Kiko & Thomas e que espera fundar uma editora de publica­ção independente. «Somos um país pequeno geograficamente, isso é inegável. Mas somos tão grandes culturalmente, e no amor que as pessoas depositam no seu trabalho, que eu diria que o design que se faz lá fora está cada vez mais ao nível daquele que se faz em Portugal e não o contrário», sublinha André. Natu­ralmente, quer que a sua arte seja vista e percebida no estrangeiro, mas não faz disso a sua bandeira. «Quero ficar aqui, crescer e trabalhar aqui, deixar a minha marca aqui.» O facto de o país começar a (re)conhecê-lo enche-o de orgulho.

André Santos foi a escolha de Katja Tschimmel, investigadora em design thinking, como o jovem promissor na área de design para o ano 2014.

Por Catarina Pires in Notícias Magazine

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