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Aléxis Sousa, 22 anos

Aléxis Sousa, 22 anos

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NATURAL do Funchal, Aléxis Sousa rumou ao Porto para desenvolver a sua formação superior. Foi por isso longe da “lasanha da mãe” que o estudante do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia (FFUP) se juntou à Associação Cura+ para promover voluntariado farmacêutico. Passados três anos, o atual presidente da associação viu o seu trabalho premiado com o Prémio Cidadania Ativa da U.Portona vertente humanitária.

A atividade da Cura+ foca-se no combate às desigualdades no acesso à saúde, através da promoção de vários projetos. Entre eles destaca-se o “Porto com + Saúde“, que tem como objetivo facilitar o acesso a medicamentos sujeitos a receita médica a agregados familiares em situações socioeconómicas precárias. O projeto junta mais de 50 voluntários e, desde o seu lançamento, em março de 2016, já conseguiu ajudar mais de 7 famílias.

Consolidar o projeto no Porto e crescer internamente são as próximas metas do projeto liderado por Aléxis Sousa. A longo prazo, poderá haver um alargamento a mais zonas, ou não fosse o projeto da vida do estudante o “voluntariado internacional na área da saúde”.

Naturalidade?
Funchal, Madeira

Idade?
22 anos

De que mais gosta na Universidade do Porto?
O acompanhamento e apoio prestado aos estudantes no desenvolvimento das suas ideias.

De que menos gosta na Universidade do Porto?
Da falta de envolvimento e relação entre os diferentes pólos da Universidade do Porto. Sinto, por exemplo, que a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP) e o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) muitas vezes estão “sozinhos” ali junto ao Palácio de Cristal sem haver grande envolvimento com outras faculdades.

Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?
Maior dinamismo e multidisciplinaridade inter-faculdades através da organização de eventos conjuntos como, por exemplo, congressos científicos na área da saúde entre faculdades deste meio.

Como prefere passar os tempos livres?
A tocar com o Grupo de Fados ou com a Tuna, pois sinto que tocar um instrumento musical é das melhores coisas a fazer quando queremos libertar a mente. Gosto muito também de passear a pé sem destino e conhecer novos lugares.

Um livro preferido?
“A Cidade e as Serras”, Eça de Queirós.

Um disco/músico preferido?
Embora minha banda preferida sejam os Muse, o disco que mais me cativa é o A Rush of Blood to the Head dos Coldplay.

Um prato preferido?
Sem dúvida a lasanha feita pela minha mãe!

Um filme preferido?
Todos os filmes do Christopher Nolan, com destaque para o Inception (A Origem).

Uma viagem de sonho (realizada ou por realizar)?
Um inter-rail pela Europa, de mochila às costas com um pequeno grupo de amigos, fazendo questão de passar pelos Alpes Suíços.

Um objetivo de vida?
Vou dar a resposta clichê porque, honestamente, é o que pretendo para o meu futuro: ser feliz e bem sucedido.

Uma inspiração? (pessoa, livro, situação…)
O cientista Clair Patterson pela sua força e persistência nos seus ideais e descobertas, isto quando estavam todos contra ele.

O projeto da sua vida…
Voluntariado internacional na área da saúde.

Uma ideia para tornar a saúde mais acessível (a todos) em Portugal…
Embora impossível devido a inúmeras questões, uma plataforma que permitisse a todos os profissionais de saúde seguir o histórico clínico do doente iria permitir um maior conhecimento do passado deste, levando a diagnósticos e tratamentos mais corretos e adequados ao mesmo. Isto tornaria a saúde “mais saudável” para todos, e, talvez, mais acessível também.

Por Filipe Santiago Lopes publicado in http://noticias.up.pt/

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