125
0
COMPARTILHAR
Inicio Do Porto Abel Nicolau,...

Abel Nicolau, 23 anos

Abel Nicolau, 23 anos

0
125

ABEL Nicolau, um jovem investigador do CINTESIS com apenas 23 anos, está a desenvolver um simulador “low cost” que deverá chegar em breve a hospitais, centros clínicos e corporações de bombeiros para treino de suporte básico de vida. “Queremos que este dispositivo chegue a toda a gente. Um inquérito feito na Universidade do Porto, incluindo estudantes, docentes e funcionários, mostra que existe uma grande lacuna nesta área, mas que há disponibilidade e vontade das pessoas para aprender”, afirma o finalista do mestrado integrado em Bioengenharia (MIB) da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS).

A simulação surgiu no segundo ano do curso. “Andava à procura de coisas para fazer”, conta. Fez uma visita de estudo ao Centro de Simulação Biomédica da FMUP e acabou por ficar até hoje. Está prestes a defender a sua tese sobre o Cardiopulmonary Ressuscitation Personal Trainer (CPR – PT), sob orientação de Carla Sá Couto, responsável pelo Centro e também ela investigadora do CINTESIS, e quer fazer a diferença, literalmente, na vida de muitas pessoas.

“Atualmente as aulas de suporte básico de vida são redutoras. O que fizemos foi criar um dispositivo que, para além de dar feedback, dá a possibilidade de treinar sem presença de um instrutor”, explica o investigador, que se tornou, entretanto, técnico de socorrismo de proximidade, um dos mais completos do género.

As distinções já começaram a chegar. No ano passado, conquistou o segundo lugar do prémio internacional “Nicolaas Westerhof”, destinado aos melhores jovens investigadores na área da modelação fisiológica a nível mundial, com um projeto sobre as consequências da tosse no sistema hemodinâmico. Com o título “A model for educational simulation of the hemodynamic consequences of severe coughing”, o trabalho foi realizado em co-autoria com Ana Filipa Santos, também estudante do MIB, e com Willem van Meurs.

Além dos estudos e da investigação, Abel Nicolau dedica-se ao associativismo. Em 2013, ajudou a fundar o Núcleo de Estudantes de Bioengenharia da FEUP (NEB), de que foi presidente durante o quarto ano de curso. O Simpósio em Bioengenharia realizado no seu mandato teve uma audiência recorde de 500 pessoas. Em 2017, fundou a Associação Nacional de Estudantes de Engenharia Biomédica (ANEEB), a que preside até ao próximo mês de julho. O seu objetivo é dar visibilidade a esta área, nomeadamente junto da Ordem dos Engenheiros, onde diz que a representatividade da Engenharia Biomédica é “pouca, senão nula”.

Ao integrar o CINTESIS, o seu objetivo foi “integrar um grupo maior”, onde espera continuar a desenvolver trabalhos na área da simulação biomédica, quer no desenvolvimento de novos dispositivos, quer de competências não técnicas. “Há muito potencial na investigação jovem, mas é preciso ter bons mentores com coragem de apostar em nós”, termina.

Naturalidade?
Vila Nova de Gaia

Idade?
23 anos

De que mais gosta na Universidade do Porto?
Do peso que a instituição acarreta. Quando estou em alguma iniciativa nacional ou internacional, gosto muito quando as pessoas reconhecem a Universidade do Porto pela sua qualidade e prestígio, acho que é algo de que toda a comunidade se deve orgulhar, mas também encarar com responsabilidade.

De que menos gosta na Universidade do Porto?
Não gosto de perder tempo e, na Universidade do Porto, muitos processos são caracterizados por uma burocracia incrível e que ocupa imenso tempo. Para além disto, acho que a Universidade do Porto ainda pode quebrar muitas barreiras e fomentar o dinamismo entre as faculdades.

Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?
Na minha opinião, deveria ser feita uma aposta clara na investigação e docência jovem. A experiência pode ser um fator importante, mas o dinamismo e ambição promovidos pelos jovens poderá trazer mais benefícios à Universidade do Porto.

Como prefere passar os tempos livres?
Adoro passear e divertir-me com a minha namorada. Gosto de praticar desporto e evito sempre faltar aos treinos de natação.

Um livro preferido?
Gosto muito de comprar livros técnicos e ser incentivado, pela leitura, a aprender novos conteúdos, seja de ciência ou engenharia.

Ao nível de livros não-técnicos, gostei muito do “Cão como nós”, de Manuel Alegre.

Um disco/músico preferido?
Não tenho um gosto musical muito concreto, ouço um pouco de tudo. Uma banda que gosto bastante são os Linkin Park.

Um prato preferido?
Adoro massas, sobretudo massa à bolonhesa ou lasanha.

Um filme preferido?
“Os Miseráveis”, Tom Hooper.

Uma viagem de sonho?
Sonho em visitar os Estados Unidos da América, nomeadamente Nova Iorque.

Um objetivo de vida?
Gostava de causar um impacto positivo na sociedade e deixar a minha marca no mundo.

Uma inspiração? (pessoa, livro, situação…)
Bill Gates, uma pessoa extremamente inteligente e visionária que construiu um império incrível.

Por Cláudia Azevedo publicado in http://noticias.up.pt/

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here