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Morte

Morte

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9.
Sete palmos. A medida padrão para enterrar a morte.

Francisco Duarte Mangas in A fenda no cavalo, Editorial Teorema, janeiro de 1999, pág. 122

8.

A morte é como a névoa:
O mesmo tecido cobre
as oliveiras e as espadas.

Por Luís Veiga Leitão, in A bicicleta e outros poemas, Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, página 33.

7. 

A morte é um facto horizontal.

Por Augusto Baptista, in Histórias de coisa nenhuma e outras pequenas significâncias, Campo das Letras, novembro de 200, página 75.

6.

Extraordinário é como depois de já tanta gente ter morrido ainda persistem tantas dúvidas sobre a morte.

Por Augusto Baptista, in Histórias de coisa nenhuma e outras pequenas significâncias, Campo das Letras, novembro de 200, página 76.

5.

O que mais aborrece na morte é depois não se ter com quem conversar.

Por Augusto Baptista, in Histórias de coisa nenhuma e outras pequenas significâncias, Campo das Letras, novembro de 200, página 86.

4.

Pai
Tenho medo de morrer depois da morte
Tenho medo de morrer antes da vida

Por Daniel Faria, in Poesia, Edições Quasi, Novembro de 2003, página 429.

3.

…Alguém o chamara por outro nome,
um absoluto nome,
de muito longe…

Por Manuel António Pina, in TODAS AS PALAVRAS poesia reunida, Assírio & Alvim, O nome do cão, pág. 239

2.

tanto silêncio armazena este vocábulo privado de alma

Por Francisco Duarte Mangas in A rapariga dos lábios azuis, Quetzal Editores, 2011, página 75.

1.

Um dia nos libertaremos da morte sem deixar de morrer.

Por Jorge de Sena in Coroa da Terra (1946), obra dedicada à cidade do Porto e ao poeta Ribeiro Couto e A BULA de Fevereiro de 2017, Comprimido VI.

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