Anabela Borges (1970)

/ 2709 leituras
Tece-se o tempo em meadas de branco e chumbo, / braçadas de nostalgia. / tempestade em vista.

Florbela Espanca (1894-1930)

/ 1222 leituras
Bocas rubras de chama a palpitar, / Onde fostes buscar a cor, o tom, / Esse perfume doido a esvoaçar, / Esse perfume capitoso e bom?!

Carlos Tê (1955)

/ 7148 leituras
Já não há mais o vagar / de quando se comia sentado / e devagar se caminhava / até chegar a qualquer lado

Rui Tinoco (1971)

/ 1416 leituras
enviar-te um poema / não é a mesma coisa / que a presença do meu / corpo: palavras com / rugas: a emoção / duvida de si mesma

Luísa Dacosta (1927-2015)

/ 3571 leituras
Uma a uma / as letras / caem, / lágrimas, / no rosto do papel.

Óscar Possacos (1962)

/ 4747 leituras
cantaria / a pedra transformada / por fora.

Arnaldo Mesquita (1930-2011)

/ 2992 leituras
O podador / que se preza / poda / no verde / e no seco!

Joma Sipe (1974)

/ 2258 leituras
 Chegaste ao céu. Não lhe toques; vive dentro dele. Não penses que não é para ti; ele é tudo o que tu és.

Isabel de Sá (1951)

/ 2462 leituras
Nada de cinismo / a vida é boa / ainda não há guerra / nem peste nem fome.

Rui Costa (1972-2012)

/ 2658 leituras
A música partilha com a flor / a carne que se alaga como um copo.

Ana Luísa Amaral (1956)

/ 6499 leituras
Um toque leve, / e eu perder-me-ei / - pelas planícies todas do azul,

João-Maria Vilanova

/ 1193 leituras
rubra a acácia / incendeia / o rosto da manhã

Pedro Seabra (1997)

/ 1529 leituras
à noite os candeeiros parecem / vergar. as estradas viscosas, frias / e húmidas a contorcer-se,

Eugénio de Andrade (1923-2005)

/ 5183 leituras
É Natal, nunca estive tão só. / Nem sequer neva como nos versos / do Pessoa ou nos bosques / da Nova Inglaterra.

José Régio (1901-1969)

/ 4562 leituras
Mais uma vez, cá vimos / Festejar o teu novo nascimento, / Nós, que, parece, nos desiludimos / Do teu advento!