Jorge Gomes Miranda (1965)
Se outras preferiam os tecidos de seda / do desejo / ela dava-se à ganga coçada / do amor / depois de noites mal dormidas.
Anabela Borges (1970)
Tece-se o tempo em meadas de branco e chumbo, / braçadas de nostalgia. / tempestade em vista.
Florbela Espanca (1894-1930)
Bocas rubras de chama a palpitar, / Onde fostes buscar a cor, o tom, / Esse perfume doido a esvoaçar, / Esse perfume capitoso e bom?!
Carlos Tê (1955)
Já não há mais o vagar / de quando se comia sentado / e devagar se caminhava / até chegar a qualquer lado
Rui Tinoco (1971)
enviar-te um poema / não é a mesma coisa / que a presença do meu / corpo: palavras com / rugas: a emoção / duvida de si mesma
Joma Sipe (1974)
Chegaste ao céu. Não lhe toques; vive dentro dele. Não penses que não é para ti; ele é tudo o que tu és.

















