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O Homem do Saco de Cabedal

Que morre devagar

/ 1207 leituras
E DE quem são as casas, pergunta o homem do saco de cabedal. Olhe, medraram da ruína, lestas como tortulhos em grainha de uva. Foram nossas, do povo da aldeia que morreu devagar, porque ning...

Mãos na cabeça

/ 1553 leituras
DEVAGAR caminhavam, as mãos na cabeça. Viam o fascínio fresco do rio, na lentidão dos olhos adoravam as trutas. Nunca estes homens comeram um peixe. Na Primavera subiam, eles e o gado, ao mo...

As árvores do bosque

/ 1470 leituras
CANSADO de humanidade, ganhou pelo. Abjurou a marcha bípede, subiu às árvores do bosque: comeu bagas, frutos silvestres e enxotou a fome dos pássaros. A família pôs anúncios nos jornais, dav...

Dialogo com o homem do saco de cabedal

/ 906 leituras
DEFENDO a inter-relación das artes, todas elas proceden dun proceso creativo que ten que ver cunha procura de coñecemento do eu, una viaxe interior que sempre vai fluír cara alguén en dispos...

Pelos teus lábios

/ 990 leituras
NO Maio como as cerejas pelos teus lábios. Diz o homem do saco de cabedal à rapariga. E a rapariga abandona o largo. A correr, como se fugisse de rude tempestade. Pouco depois, regressam a r...

Fala do homem do saco de cabedal

/ 2409 leituras
VENDI o coração ao diabo por um copo de vinho e uma mão cheia de chamas. No vazio do peito dorme agora um seixo afeiçoado, redimido do rio. Tenho no saco de cabedal alguns livros de lirismo ...

Segundo dilúvio

/ 1322 leituras
PELE branca, olhos azuis. Azuis, como lagos profundos. No mês de maio saía da casa em ruínas: ia com as borboletas na caça de fragrâncias remotas. Colhia flores silvestres, oferecia-as aos c...

A manta de burel

/ 1111 leituras
POR volta da meia-noite, em locais escusos, fazia a mezinha: queimava arruda na pureza do fogo, cosia a boca aos sapos na época do cio. Sobre a manhã, descia ao rio: levantava a saia longa e...

Homem sem terra

/ 1280 leituras
O BOI era o símbolo da valentia da nossa terra. O boi do povo!

O inimigo

/ 1381 leituras
O RAPAZ esticou a fisga. Redondo, como uma maçã, caiu o curioso pisco na erva fresca. Quando chegou ao largo, o rapaz gritou: abati um avião inimigo! Das soleiras das portas, o povo, num esp...

Os homens

/ 1235 leituras
NA FEIRA vende-se o gado, romãs, peles de raposa, enxadas. As gargantas, secas, pedem vinho: hipoteca-se, então, a alma. E nos olhos refulge antiquíssima valentia. O homem bebeu, muito – é d...

Jogo

/ 1181 leituras
O FUTEBOL é um jogo viril. Uma espécie de râguebi sem violência. Sorriu, sem perceber muito bem o que lhe queria dizer o homem do cachecol às riscas. A bola, nessa tarde, andava pelo ar: não...

Paixão das rãs

/ 1216 leituras
Existe algo de misterioso nos peixes.

As palavras

/ 1063 leituras
NO ALTO destas pedras, uma mulher, cabelo luzidio e olhos claros, reuniu a pequena comunidade. Falou em linguagem rude, áspera, como a vida de todos. No futuro esperam-nos dias felizes e abu...

Tabuleta Digital

Vai no Batalha

Rui Moreira (1956)

Há um projecto de lei que diz querer introduzir alterações cirúrgicas à lei orgânica de 14 de Agosto. Sabe o que é a cirurgia? É impedir que o nosso movimento se candidate como se candidatou nas últimas eleições. Diga ao dr. Rui Rio que ganharemos as eleições ao PSD com o nome linha azul e verde.

Rua da Estrada da Surpresa

Agora que esta vidraria aqui se instalou ainda nova e por estrear, é que a vivenda é mesmo surpresa.

Enigmatógrafo

Enigmatógrafo de Augusto Baptista

/ 390 leituras
Onde foi o pintainho buscar o engenho de picar o ovo?