Agramonte

/ 547 leituras
su cuerpo dejará no su cuidado; serán ceniza, mas tendrá sentido; polvo serán, mas polvo enamorado.  Francisco de Quevedo HÁ um gato que dorme sob a guarda de um anjo, ou talvez seja um ...

Beijar uma pantera

/ 519 leituras
O CALOR vem, rastejante, pelo ar, roubar-nos o equilíbrio, a proporção, o traço melancólico e a noite amável. As noites parecem bombas prestes a rebentar. Sente-se a invasão, a barbárie, um ...

Savall no Salão Árabe

/ 914 leituras
A RIBEIRA tem algo de tesouro a céu aberto, de baú atafulhado de jóias, pedras mais ou menos preciosas, uma infinidade de esquinas, pérolas e igrejas, clarabóias, torres, becos, ruelas, palá...

Ulisses

/ 577 leituras
LEMBRAM-SE certamente do Ulisses, o homem que escrevia poemas instantâneos, impressões nocturnas, cortantes transparências, palavras que ficavam presas ao segredo do papel como animais famin...

Enquanto a luz se asfixia

/ 612 leituras
VELAM os últimos entardeceres da Terra. São jovens, proféticos e bonitos. Vêm de todos os lados e falam todas as línguas. Preferem o cinema iniludível do crepúsculo, a pequena dor absoluta d...

Abaixo de zero

/ 694 leituras
FALA-SE pouco do frio porque o frio não tem voz, não atinge a espessura do mundo como uma verdade inelutável, não chega a gerar acontecimento, passa, como uma catástrofe delicada, através da...

Da escuridão dos teatros

/ 677 leituras
RECORDO, com prazer, a terrível escuridão dos teatros. Antes mesmo de começar a peça, quando todas as luzes se apagam, durante aqueles segundos infindáveis que precedem as aparências, no mei...

O jardim das virtudes

/ 1145 leituras
SOU um Walt Whitman frustrado, no Jardim das Virtudes, a tentar escrever um poema no céu. São as nuvens que se movem como palavras demasiado livres para se deixarem fixar num só contexto. O ...

Cidades videntes

/ 940 leituras
FIND what you love and let it kill you”, escreveu Bukowski. Foi mais ou menos isto que eu senti da última vez que estive em Madrid. Senti que a cidade me tinha roubado o controlo e dado uma ...

A síndrome de Fitzgerald

/ 926 leituras
TENHO andado a voar com a prosa de Fitzgerald. Gosto da destreza com que o escritor americano articula tão amavelmente os temas da dissipação, do luxo, excelso e venenoso, do excesso e do ri...

O Sul

/ 548 leituras
UM campo de navalhas perfumadas. Tento encontrar a exacta imagem do Verão, a chave do Verão. Releio os poetas, repito as palavras, vacilo, aguardo, espero que a coisa nasça, rebente, naufrag...

De passagem pela Corunha

/ 1213 leituras
NO mês passado, tive a felicidade de apresentar o meu livro, “Dramas de Companhia”, em Espanha. Recebi o convite de Inma Doval, artista plástica galega, bibliotecária na Faculdade de Educaçã...

Borges e eu

/ 935 leituras
TODOS os turistas parecem um pouco míopes quando estão perdidos. Há, na sua mais sincera desorientação, uma ternura proibida, um nítido apelo de luz sobre o rosto. Gosto de os ver caminhar n...

O céu transfigurado

/ 823 leituras
CONSIDERADA por muitos como uma das mais poderosas representações do céu da História da Arte (dinâmico, profético, tenebroso), o quadro “Vista de Toledo”, de El Greco, continua a ser um enig...

Tabuleta Digital

Vai no Batalha

Rui Moreira (1956)

Há um projecto de lei que diz querer introduzir alterações cirúrgicas à lei orgânica de 14 de Agosto. Sabe o que é a cirurgia? É impedir que o nosso movimento se candidate como se candidatou nas últimas eleições. Diga ao dr. Rui Rio que ganharemos as eleições ao PSD com o nome linha azul e verde.

Rua da Estrada da Surpresa

Agora que esta vidraria aqui se instalou ainda nova e por estrear, é que a vivenda é mesmo surpresa.

Enigmatógrafo

Enigmatógrafo de Augusto Baptista

/ 390 leituras
Onde foi o pintainho buscar o engenho de picar o ovo?