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Sete perguntas a Martinho Dias

Sete perguntas a Martinho Dias

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MARTINHO Dias nasceu em Covelas, Trofa, onde reside e trabalha. Enquanto despertava para a realidade tinha sempre a companhia dos livros e histórias do pai, mais uma caixa de lápis de cor e outra de marcadores. Cresceu mais lentamente do que a paisagem que o rodeava e que lhe servia de modelo no início. Hoje, desenvolve um trabalho assumidamente figurativo, com alguns rasgos de abstracção, onde diferentes realidades, por vezes antagónicas, partilham o mesmo espaço da tela. Recentemente representou o país no 10.º Simpósio Artístico Internacional, que decorreu na Alemanha.

Por Paulo Moreira Lopes

1 – Data de nascimento e naturalidade (freguesia e concelho)?
26-06-1968, em Covelas, Trofa.

2 – Atual residência (freguesia e concelho)?
Covelas, Trofa.

3 – Escolas/Universidade que frequentou no distrito do Porto?
Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto; Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis e Escola Secundária da Trofa.

4 – Formação académica?
Licenciatura em Artes Plásticas – Pintura (actualmente a frequentar Mestrado em Pintura).

5 – Atividade profissional?
Artista plástico.

6 – Em que medida o local onde viveu ou vive influenciou ou influencia o seu trabalho por referência a fenómenos geográficos (paisagem, rios, montanha, cidade), culturais (linguagem, sotaque, festividades, religião, história) e económicos (meio rural, industrial ou serviços)?
Não me parece que o local onde nasci, e onde ainda vivo, tenha sido determinante para a minha opção profissional e artística. Sempre tive um interesse especial pela actividade criativa, pelas artes e pela pintura em particular, desde que me conheço.

Nasci numa aldeia onde a cultura académica (agora um pouco diferente) era praticamente inexistente. Do meu núcleo familiar, apenas o meu pai, que era afinador têxtil, sempre ambicionou seguir os estudos que nunca lhe foram possíveis. Sempre o vi a ler e interessado por tudo. Assim, os livros foram sempre uma companhia muito próxima.

Um dos factores determinantes para aquilo que sou hoje, enquanto pessoa e artista, foi a estabilidade familiar, a complementaridade das personalidades dos meus pais, a liberdade regrada na infância, o apoio, o incentivo e o orgulho discreto.

Quanto à comunidade local, julgo perceber esse mesmo orgulho discreto e a consciência de que a identidade de um local não se faz unicamente com uma nova estrada alcatroada, uma caixa multibanco ou um novo edifício da Junta de Freguesia. Os valores imateriais são reconhecidos, mais ainda quando divulgados pelos meios de comunicação social.

Reconheço que se o meu núcleo familiar estivesse localizado num meio mais urbano: em princípio com uma maior abertura para a contemporaneidade, com mais diversidade e actividade cultural, mais familiarizado com a actividade artística e com tudo o que lhe está inerente, o meu processo de formação artística teria sido beneficiado.

Por outro lado, o meu envolvimento natural e paisagístico terá influenciado, numa fase embrionária, a minha opção temática para aquilo que procurava representar. Julgo que a este factor poderei acrescentar a necessidade de ver mais facilmente reconhecido o trabalho por parte da comunidade, dada a dificuldade em aceitar a abstracção.

Não sei se isso influenciou a minha opção estilística actual – o trabalho que desenvolvo hoje é consciente e assumidamente figurativo com alguns rasgos de abstracção, ironia e paradoxos.

7 – Endereço na web/blogosfera para o podermos seguir?
A minha actividade artística poderá ser melhor acompanhada através do meu próprio website: http://www.martinhodias.eu e através da minha página no Faceboock: http://www.facebook.com/martinho.arte?ref=tn_tnmn

Publicado originalmente em 26 de setembro de 2012

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