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Sete perguntas a Filipe Lopes

Sete perguntas a Filipe Lopes

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NASCIDO em Massarelos e atualmente a viver em Cedofeita, o Filipe, além de ver e sentir o Porto como todos nós, ele ouve-o de um modo muito especial. Por deformação profissional passou a ler com mais atenção os sons das ruas e das pessoas, o ritmo dos passos nas calçadas e as várias melodias tocadas pela cidade. E tanto ouviu, que agora a forma mais clara com que se consegue pensar é a perscrutar o espaço que o rodeia. Não admira, por isso, que quando componha em vez de se ouvirem sons se ouçam lugares do Porto.

Por Paulo Moreira Lopes

1 – Data de nascimento e naturalidade (freguesia e concelho)?

Nasci a 12 de Março de 1981, na freguesia de Massarelos.

2 – Atual residência (freguesia e concelho)?

Vivo em Cedofeita, no Porto. É um local muito porreiro para se viver!

3 – Escolas/Universidade que frequentou no distrito do Porto?

Escola C+S de Aldoar (primeiro a azul, depois a amarela!).
Escola Superior de Educação no curso de Educação Musical.
Escola Superior de Música no curso de composição.
E actualmente a Faculdade de Engenharia da UP.

4 – Habilitações literárias?

Estou neste momento a caminhar para a fase final do Doutoramento. Ainda não se vê luz ao fundo do túnel.

5 – Atividade profissional?

Burocraticamente sou investigador e bolseiro da FCT. Na vida do dia a dia, sou compositor e músico com uma costela grande que me liga à educação musical e novas tecnologias.

6 – Em que medida o local onde viveu ou vive influenciou ou influencia o seu trabalho artístico por referência a fenómenos geográficos (paisagem, rios, montanha, cidade), culturais (linguagem, sotaque, festividades, religião, história) e económicos (meio rural, industrial ou serviços)?

Eu adoro o Porto. Vivo num 5º andar com uma janela enorme virada para o centro! Adoro estar a tomar o pequeno-almoço enquanto ouço as notícias e olho por essa janela. Como sou compositor, com laços muito fortes com música electrónica, cresceu-me a vontade de ouvir cada vez mais o Porto. Ouvir as ruas, as pessoas a falar, o ritmo dos passos nas calçadas, as intersecções de ruas, os cafés, os sinos, os sons ao longe em diálogo com os sons mais próximos…essencialmente, a dinâmica de sons que acontecem naturalmente e que carregam uma expressão musical forte. É uma primeira experiência com música electrónica muito boa. Um passeio pelo centro do Porto, sem falar, prestando atenção ao todo o som e a todos os movimentos sonoros. Descobrimos coisas fantásticas.

É com base na exploração do som da cidade que já fiz coisas como o PORTOphone (um software onde se pode tocar sons do Porto, com um interface belíssimo que a Maria Mónica desenhou), a instalação Narrativas do Tempo, a performance Contos sobre o Porto (com gravações feitas nos dias das manifestações), entre outras coisas mais pontuais. A título de curiosidade, existe um mapa online muito fixe que a Sonoscopia desenvolveu, através do Gustavo Costa, chamado Porto Sonoro.

Julgo que esta é a forma de contacto/inspiração mais “tangível” acerca do meu trabalho com o Porto. Talvez a forma mais clara com que consigo pensar-me. Mas tenho com o Porto uma relação multidimensional, passei a maior parte da minha vida aqui e os acontecimentos mais importantes aconteceram cá. Isso faz com que o estar no Porto seja uma forma inspiradora para os meus trabalhos de composição, quer quando estou em leituras pelo centro da cidade ou quando estou a trabalhar no estúdio!

7 – Endereço na web/blogosfera para o podermos seguir?

www.filipelopes.net
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