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Sete perguntas a Catarina Vieira

Sete perguntas a Catarina Vieira

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CATARINA Vieira nasceu em Alpendorada, Marco de Canaveses e vive por estes dias na Senhora da Hora, em Matosinhos. Enquanto ilustradora diz que o mundo que cria se alimenta com todas as memórias daquilo que a rodeia: o verde dos campos envoltos na casa, o despertar dos pássaros, a atmosfera misteriosa das árvores, o cheiro a terra molhada e os padrões das ervas secas.

Por Paulo Moreira Lopes

1 – Data de nascimento e naturalidade (freguesia e concelho)?

27 de Fevereiro 1992, freguesia de Alpendorada, concelho de Marco de Canaveses, distrito do Porto

2 – Atual residência (freguesia e concelho)?

Senhora da Hora, Matosinhos

3 – Escolas/Universidade que frequentou no distrito do Porto?

ESMAD – Vila do Conde
ESAD – Matosinhos

4 – Formação académica?

Licenciatura em Design Gráfico – ESMAD
Pós-graduação em Ilustração e Animação digital – ESAD

5 – Atividade profissional?

Ilustradora

 6 – Em que medida o local onde viveu ou vive influenciou ou influencia o seu trabalho por referência a fenómenos geográficos (paisagem, rios, montanha, cidade), culturais (linguagem, sotaque, festividades, religião, história) e económicos (meio rural, industrial ou serviços)? (1)

Tudo começa numa textura, uma cor, um som… É uma ideia que se transforma numa história. Algo pequeno que se torna um gigante e invade o meu ser. Torno-me parte desse mundo que eu própria criei. Vivo dele, alimento-o com todas as memórias daquilo que me rodeia. O verde dos campos envoltos na minha casa, o despertar dos pássaros, a atmosfera misteriosa das árvores, o cheiro a terra molhada, os padrões das ervas secas. Devido às minhas inseguranças e timidez torna-se difícil comunicar e interagir com pessoas. Nas minhas ilustrações tento transportar o público para este meu mundo, tentando situá-los, fazê-los ver o que eu vejo através das histórias que a minha mente cria. Não apenas nas ilustrações mas também nos textos que as acompanham e que adoro escrever, encontro um meio para me exprimir, um meio de mostrar os meus ideais, opiniões, personalidade, sentimentos. É a minha forma de comunicar.

Há pessoas que pensam que só por eu seguir esta profissão, tenho de fazer todos os estilos e áreas dentro da ilustração. Não é bem assim que as coisas funcionam. Cada um tem o seu cunho pessoal o seu traço, a sua essência, um talento direcionado para determinada área, mesmo sendo ela parte de um tópico geral. Defendo que um ilustrador deve apostar no que melhor o define, fazendo com que os seus trabalhos tenham alma e não sejam apenas desenhos bonitos. Sinto que encaixo na perfeição com o Álbum Ilustrado para a infância ou como gostamos de chamar, Picturebook. Faz-me recordar os momentos em que ia dormir quando era criança. Não dispensava uma história, vivia-a nos meus sonhos. 

7 – Endereço na web/blogosfera para a podermos seguir?

https://www.behance.net/catarinav_
https://www.instagram.com/catarinavieiraillustration/

(1) A pergunta pressupõe a defesa da teoria do Possibilismo (Geografia Regional ou Determinismo mitigado) de Vidal de La Blache, depois seguida em Portugal por Orlando Ribeiro, segundo a qual o meio (paisagem, rios, montanhas, planície, cidade e, acrescentamos nós, linguagem, sotaque, festividades, religião, história) influencia as opções profissionais e artísticas dos naturais desse lugar.

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