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Sete perguntas a Beatriz Sendin

Sete perguntas a Beatriz Sendin

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AO primeiro som podia parecer que a Beatriz fosse de Sendim, mas não. É natural de Santo Ildefonso e vive em Campanhã. Por isso, nada de confusões entre o nome daquela terra e o seu apelido: Sendin. E também nada de confusões entre a Beatriz economista e a Beatriz artista. Vivem em realidades diferentes, sendo certo que foi a atividade profissional da primeira que levou a segunda a criar um outro mundo. Isto da imaginação, quem sabe se espevitada durante os espetáculos que assistiu no Coliseu durante a infância e a adolescência, dá pano para laços e abraços.

Por Paulo Moreira Lopes

1 – Data de nascimento e naturalidade (freguesia e concelho)?

Nasci no Porto, na freguesia de Santo Ildefonso a 25 de Setembro de 1957.

2 – Atual residência (freguesia e concelho)?

Atualmente moro na freguesia de Campanhã, ainda no Porto.

3 – Escolas/Universidade que frequentou no distrito do Porto?

Frequentei o Colégio Nossa Senhora da Esperança, o Liceu Rainha Santa Isabel, a Faculdade de Economia do Porto e finalmente a Escola Artística Soares dos Reis.

4 – Formação académica?

Licenciatura em economia e frequência do Curso de Cerâmica da Soares dos Reis.

5 – Atividade profissional?

Sou economista de formação mas também de profissão. Trabalho no setor Têxtil.

Além disso, tenho um projeto próprio, que desenvolvo há 10 anos, na área das produções artesanais. Aqui, trabalho uma Coleção “Laços e abraços”, em versões Primavera/Verão e Outono/Inverno. As peças são feitas em tecido, barro e alfazema. O mundo têxtil é fascinante e dá pano para mangas. Levou-me a criar um outro mundo, esse de “Laços e abraços” onde o amor e a atração dão um real sentido á vida, os habitantes cultivam as paixões da alma, usam muitos laços e os abraços são muito frequentes.

6 – Em que medida o local onde viveu ou vive influenciou ou influencia o seu trabalho por referência a fenómenos geográficos (paisagem, rios, montanha, cidade), culturais (linguagem, sotaque, festividades, religião, história) e económicos (meio rural, industrial ou serviços)?

Penso que a vivência num determinado lugar, tem sempre a sua influência. Eu nasci na baixa do Porto, meia dúzia de casas acima do Coliseu.

O Coliseu exerceu em mim uma curiosidade pelo mundo do espetáculo e da cultura.

Fez-me feliz no circo e ainda faz, deu-me estatuto de jovem ao assistir á minha primeira ópera – O Elixir de Amor de Donizetti, aos 13. Aprendi muito nos filmes que lá vi, cresci nos muitos concertos e bailados a que assisti. No Coliseu, nas Galerias, no “Pontapé nas Costas”, no Balcão Popular, nas Frisas e Camarotes, na Tribuna, na Plateia, nas Cadeiras de Orquestra, nos pequenos bares onde se compravam chocolates, na sala de chá onde às vezes se retemperavam forças para a 2ª parte…no Salão Ático, tantos momentos da minha vida passados lá. Até num Baile de Carnaval, com Orquestra, no grande Hall de entrada.

Eu sou feita de toda esta emoção dos grandes espetáculos, o som quente das palmas, o cheiro adocicado do couro e da madeira das cadeiras, a excitação e o calor das luzes, o efeito eletrizante do palco. O encontrar, sempre, gente de quem se gosta quando se vai ao Coliseu.

O Coliseu é uma versão da minha casa e eu, seria uma outra pessoa se essa não fosse também a minha velha casa.

7 – Endereço na web/blogosfera para a podermos seguir?

www.beatrizsendin.com
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