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Sete perguntas a Anabela Borges

Sete perguntas a Anabela Borges

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ANABELA Borges, por mais que queira, não consegue evitar as influências do local onde tem vivido desde que nasceu. Os motivos, para sermos sinceros, são muitos e variados. Vão desde a paisagem, com especial relevo para o rio, ao património edificado, à memória dos artistas que por lá viveram e à vida das gentes. Daí que não seja de espantar que as ideias lhe nasçam como cogumelos (o terreno é muito fértil). Estamos a falar, claro está, da cidade de Amarante e do seu concelho, sem os quais Anabela não era o que é (parafraseando o seu conterrâneo Pascoaes).

Por Paulo Moreira Lopes

1 – Data de nascimento e naturalidade (freguesia e concelho)?

22 de janeiro de 1970, na freguesia de Telões, concelho de Amarante, distrito do Porto.

2 – Atual residência (freguesia e concelho)?

Telões, Amarante.

3 – Escolas/Universidade que frequentou no distrito do Porto?

Escola primária de Estrada – Telões Amarante; Escola Preparatória de Amarante; Escola Secundária de Amarante; Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

4 – Habilitações literárias?

Licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas (estudos Portugueses), pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

5 – Atividade profissional?

Professora EBS; escritora.

6 – Em que medida o local onde viveu ou vive influenciou ou influencia o seu trabalho por referência a fenómenos geográficos (paisagem, rios, montanha, cidade), culturais (linguagem, sotaque, festividades, religião, história) e económicos (meio rural, industrial ou serviços)?

Tenho, naquilo que escrevo, grandes influências do património cultural regional. É algo que está em mim e não consigo evitar, claramente visível, por exemplo, no conto “A Tundra”, já que tudo gira em torno da vida das extintas fábricas da Tabopan, desde os anos 70 até à atualidade, com muitos registos de linguagem e modos de vida típicos de cá. Tenho em Agustina e em Pascoaes um imenso orgulho, e noutras figuras de vulto, como Amadeo de Souza-Cardoso, porque a pintura é outra das minhas paixões. Vou buscar muitas recordações à infância, a histórias que vivi e ouvi contar. Temos em Amarante um património riquíssimo, que eu adoro evocar e explorar.

Quando digo a alguém que sou de Amarante, as pessoas têm sempre uma referência da cidade, ou é pelos ilustres nas mais diversas áreas, ou pelos monumentos, pelo rio, pela gastronomia… pelo turismo… enfim pela História e Cultura em geral. A minha honra de ser amarantina cresce sempre mais um pouco dentro de mim… Amarante é sempre fonte de inspiração, com as brumas, as sombras do Pascoaes, com o frio, com o Verão, com o rio que vai na sua caminhada incessante, no Inverno solitário, no Verão cheio do colorido dos barcos…

7 – Endereço na web/blogosfera para a podermos seguir?

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