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Sete perguntas a Ana Rua

Sete perguntas a Ana Rua

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DE ESCOLA em escola e de rua em rua, a Ana, que começou por ser pele e osso, profissionalmente falando, claro, foi ganhando forma com os pormenores e materiais que ia percebendo. Depois, revestiu-se, sem medo ou pudor, de tecidos pontuados com a cor dos azulejos e paredes da considerada, indevidamente, cidade cinzenta. Podem tirar-lhe a prova na casa da arquitetura.

Por Paulo Moreira Lopes

1 – Data de nascimento e naturalidade (freguesia e concelho)?

6-4-83, Póvoa de Varzim.

2 – Atual residência (freguesia e concelho)?

Cedofeita, Porto.

3 – Escolas/Universidade que frequentou no distrito do Porto?

Escola dos Sininho, EB 2/3 Dr. Flávio Gonçalves, Escola Secundária Eça de Queirós, Póvoa de Varzim, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto.

4 – Formação académica?

Licenciatura em Arquitetura pela FA Universidade do Porto 2008, Mestrado em arquitetura pela FAUP.

5 – Atividade profissional?

Arquiteta.

6 – Em que medida o local onde viveu ou vive influenciou ou influencia o seu trabalho artístico por referência a fenómenos geográficos (paisagem, rios, montanha, cidade), culturais (linguagem, sotaque, festividades, religião, história) e económicos (meio rural, industrial ou serviços)?

Desde já, no que diz respeito à arquitetura do Porto, está extremamente marcada pela presença do Arq.º Álvaro Siza, que juntamente com o Arq.º Fernando Távora e o Arq.º Eduardo Souto Moura, elevam a chamada “Escola do Porto” ao panorama mundial.

Tive o privilégio de frequentar edifícios do Arq.º Siza durante toda a minha vida de estudante e quase toda a minha vida profissional, já que estudei na Faculdade de Arquitetura durante 6 anos e meio e trabalhei num edifício da Bouça durante 3 anos e meio.

A vivência diária dos seus espaços foi fundamental no meu modo de pensar o espaço, perceber a importância dos pormenores, e do conforto dos materiais por estes escolhidos.

Do mesmo modo, trabalhar com arquitetos do Porto, como João Pedro Serôdio ou Bárbara Rangel determinaram o rigor e o profissionalismo que penso essenciais ao exercer a minha profissão, que atualmente é bastante desprezada no nosso País.

A cidade, ao contrário do que muitos dizem, não é cinzenta. Se passearmos pela ribeira ou pelo centro histórico, percebemos que as casas do sec XIX são revestidas com azulejos ou tintas com as mais diversas cores, sem medo ou pudor. Esta influência, faz com que eu mesma goste de pontuar os meus trabalhos com elementos coloridos, como os tecidos que escolhi para revestimento deste móvel “Skin & Skeleton” que agora apresento.

Os tecidos escolhidos revelam também eles o especial carinho que tenho pela cultura e tradição portuguesas, que ganham cor e forma nas chitas de alcobaça.

7 – Endereço na blogosfera para a podermos seguir?

www.ana-rua.com

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