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Inicio Vai no batalha Rui Moreira (...

Rui Moreira (1956)

Rui Moreira (1956)

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E peço-lhe desculpa se o refiro desta forma tão crua. Diz a senhora presidente [da CMVM, Gabriela Figueiredo Dias] que a delegação do Porto não tinha competências técnicas e, por isso, não se justificava a manutenção. De facto, Senhor Ministro, há muitos anos que os intermediários financeiros se queixavam que para qualquer assunto se viam obrigados a deslocarem-se à sede da CMVM em Lisboa. Exatamente porque a CMVM desinvestiu, ao longo dos anos, na delegação do Porto, e nos recursos humanos necessários a que esta pudesse desempenhar as suas funções. 

50. AS pessoas no Porto não gostam dessas trafulhices, que era a ameaça que era feita ou a suspeita levantada. Lembrem-se o que aconteceu com o dr. Fernando Gomes. Um dia saiu da cidade para ir para ministro. E depois voltou para o Porto para concorrer às eleições e perdeu. 

49. NÃO serei nem uma coisa, nem outra. Não quero sair do Porto. Não tenho vontade nenhuma de sair do Porto, como já demonstrei outras vezes. O mais provável será fazer mais um (mandato). Dois mandatos será o ciclo razoável para estas coisas. A partir daí voltarei a tratar das coisas que sempre gostei, como escrever ou fotografar. 

48. ESTRANHAMENTE, o PCP quer aumentar a sua responsabilidade na governação da cidade mas não confia na capacidade dos autarcas do Porto para assumirem mais responsabilidades. 

47. O TURISMO de Portugal não se empenhou na campanha para Melhor Destino Europeu pelo Porto, ao contrário do que fez há dois anos por Lisboa (que perdeu). Talvez por isso agora ignore o feito de uma cidade que é o feito de um país. 

46. COMO autarca e como presidente da Associação de Turismo do Porto, não posso deixar de elogiar estes novos “garimpeiros” que operam no Porto, por terem sabido entender que não há turistas que queiram vir ao Porto para ver autocarros de turismo e tuc-tuc, e que colaboraram no processo de elaboração do primeiro regulamento que restringe o transporte turístico na cidade, sem preconceitos. 

45. ERA inaceitável que o edifício (Cinema Batalha) permanecesse naquele estado. Era uma ferida na cidade que ninguém entendia e tem um valor absolutamente simbólico. Se falarmos da liberdade, aquele cinema foi um ponto de conflito entre a liberdade e a não liberdade. Ainda bem que não fizeram ali um hotel. 

44. É PENA que as políticas públicas nem sempre se lembrem disso, ainda agora andam a falar no porto do Barreiro, que é um disparate, espero não seja verdade, porque de facto é daqui, é do Norte, é do centro, que saem as exportações. Nós olhamos para a balança comercial do Norte de Portugal, é altamente positiva, mas depois olhamos para o país e nós andamos a carregar o resto do país. E a decisão política muitas vezes não nos compensa, é pena que assim seja. 

43. HÁ 20 anos o centro histórico estava-se a afundar, estava a desaparecer, estava estragado, mais de metade das casas estavam em ruínas. Hoje a situação felizmente é diferente. Continuo a achar que vale a pena, continuo a achar que há um lugar para todos aqueles que querem ser portuenses viverem neste nosso centro e não me preocupa nada essas questões do turismo. O turismo não me aflige nada. Imagine o que seria se o Porto não o tivesse? Imagine se o Porto não se tivesse reabilitado? 

42. CARO Manuel

Recebi o seu e-mail 73 vezes nas últimas semanas. E, lá pela Câmara, quase todos os funcionários que me ajudam a tratar da cidade, também o receberam, cada um deles, várias vezes. Pela amostra que os meus amigos me fazem chegar, toda a gente no Porto está farta de receber o seu e-mail, várias vezes. 

41. E O Estado central não lhe vai dar poderes porque isso vai incomodar os lóbies montados. Estamos aqui a criar um fiambre nesta sanduíche, mas um fiambre sem grande qualidade, e sem recursos, [e é] esta a razão pela qual tenho colocado fortes dúvidas ao modelo. 

40. O QUE Mortágua quer é que o Porto encha os bolsos dos seus ricos para ela os poder sacar para os cofres do Estado. É por isso que repito: o seu pseudoimposto é um duplo saque: aos contribuintes e aos municípios. O IMI é receita municipal e o Porto não quer nem precisa de sobretaxas. 

39. NÃO tive razão de queixa [nas eleições autárquicas de 2013], mas houve quem tivesse e, portanto, acho que a questão da imponderabilidade é uma questão má para a democracia. As democracias vivem mal com as imponderabilidades. É bom que os eleitores e os eleitos saibam com que regras do jogo partem para uma nova luta autárquica e, como eu já anunciei que serei candidato e serei candidato independente, não serei candidato por nenhum partido, é normal que eu queira saber com que regras parte. 

38. NÃO tem nada a ver com campanha eleitoral, tem a ver acima de tudo com um pensamento que nós temos para a cidade e que enquanto por cá andarmos — não sabemos por quanto tempo -, enquanto nós quisermos, Deus nos deixar e os eleitores nos apoiarem, e enquanto assim for, vamos tentar levar a cabo aquilo que tínhamos pensado. 

37. PROPUNHA uma informação mais específica sobre isto na próxima reunião. Se me perguntarem, eu não gosto. Não estou a dizer que o anterior executivo cometeu alguma ilegalidade, bem pelo contrário. Mas isto não pode ser uma política de gosto. 

36. LEMBRO-ME que durante toda a campanha eleitoral, e depois durante os primeiros meses de governação, me acusaram de estar nas mãos do CDS. Curiosamente, são precisamente as mesmas pessoas que agora dizem que estou nas mãos do PS. As pessoas que dizem isso são pessoas que por exemplo me acusaram de está a fazer favores e fretes ao Dr. Pedro Passos Coelho quando celebrei com ele o acordo do Porto a três ou quatro meses das eleições legislativas. As pessoas ainda não compreenderam – porque não querem compreender ou não têm capacidade de compreender – que ser independente é isso mesmo, ou seja, é gerir os interesses da cidade, falando com aqueles que estão no poder, procurando ter com eles uma relação de proximidade normal. 

35. ACHO que a taxa, a ser criada, devia ser usada para atenuar a pegada turística na cidade ou adquirir edifícios que a Câmara pretende que não sejam destinados ao turismo. 

34. FRANGUELTON. O costume. Dois frangueltones. O frangueiro tentou dar o terceiro. É violão e caipirinha? 

33. NEM eu imaginava que o roubo do século ia ser desta dimensão. 

32. A CÂMARA do Porto, nem no meu tempo, nem no tempo de Rui Rio, nunca subsidiou a Ryanair nem qualquer outra companhia aérea. Nem o pode fazer, não é permitido pelas leis da concorrência europeia. 

31. SE o Estado detém 50% da TAP, então a companhia deve prestar um serviço público. O serviço público deve ser prestado em todo o território. Já agora acabem com essa brincadeira dos voos para a Galiza. 

30. QUINTA-FEIRA, uma hora antes de uma entrevista televisiva, decidi que estava em condições de responder, se me perguntassem, sobre se me recandidatarei em 2017. Além de mim, apenas um colaborador meu o sabia. Foi, por isso, com naturalidade que respondi que ‘se a vida e Deus mo permitirem, serei candidato’ e reafirmei que em condição alguma aceitarei integrar uma candidatura partidária ou aceitarei cargos políticos em Lisboa. 

29. NÃO terá, por isso, chegado a hora de lançarmos um debate sereno e sem tabus sobre uma taxa hoteleira que possa minimizar a pegada? Uma taxa cuja receita não se esgote nos seus próprios instrumentos de cobrança e seja, simultaneamente, sustentável para o setor? Se assim concluirmos, é também indispensável que se determine qual a alocação mais sensata dos recursos que daí resultariam. Deve a receita ser reinvestida em projetos de interesse turístico, valorizando o destino e a sua promoção? Ou deverá servir como uma receita não diferenciada, que alivie a carga fiscal dos portuenses? 

28. NÃO há nenhuma desculpa por parte do executivo relativamente a decisões estratégicas ou táticas que venham a ser tomadas por essa sociedade (SRU). 

27. TEMOS uma grande empresa no Porto. É uma oportunidade para os nossos jovens e para outros colaboradores da empresa que vem de fora viver connosco. Foi o resultado do trabalho de meses da InvestPorto [entidade diretamente dependente do autarca que visa a atração de investimento para a cidade]. 

26. TEMOS vindo a apostar no cinema. É de facto uma pecha que havia na cidade. Talvez a pecha mais significativa que havia numa cidade que se diz e que tem o mérito de poder dizer que é uma cidade do cinema. De facto havia muito pouca coisa. Estamos a tentar preencher essa lacuna. 

25. O PORTO não se integra nessa visão. O que temos, acima de tudo, é uma visão estratégia diferente, se calhar até complementar. Se calhar, até é bom termos uma entidade que promove o Portugal bucólico e uma entidade que promove aquilo que a cidade quer ser, que é uma cidade mais vibrante, mais virada para a cultura, mais virada para os jovens e mais virada para ser um destino contemporâneo. 

24. O FC PORTO faz parte da marca da cidade, é um instrumento de vitória e de afirmação internacional, porque a cidade mudou a partir do momento em que o clube começou a ganhar títulos. Foi um momento de viragem para ambos. Hoje, não podemos imaginar o que seria o Porto sem o que é hoje o FC Porto, uma marca internacional em todo o mundo. 

23. NÃO é esta a minha forma de fazer política, creio que a cidade já percebeu. 

22. QUERÍAMOS um jornal à moda do Porto e esse foi o desafio lançado. Queríamos um jornal informativo e um produto barato, que dê conta do que se passa na cidade. 

21. O MESMO caderno de encargos mal feito, corrigido e alterado por quatro vezes, que se mostrou desinteressante para os potenciais concorrentes num concurso público, tornou-se agora subitamente atraente em ajuste direto? 

20. UMA coisa já disse e repito. Não serei candidato em listas de nenhum partido, em condições algumas. É o que posso dizer. Se for candidato, serei candidato independente. 

19. SERIA mais fácil liquidar o fundo, porque atiraríamos as culpas para o anterior executivo. Mas tal teria um impacto altamente negativo. Um dos acionistas estava nas mãos de uma comissão liquidatária e, no contrato [herdado da liderança do social-democrata Rui Rio] havia uma violação do Plano Diretor Municipal. Ficávamos sem guito e sem casas [para realojar os moradores do bairro]. 

18. NÃO temos recursos endógenos para preparar o PDM com a qualidade que queremos, porque as pessoas que têm trabalhado no município têm que o fazer a troco de 1.400 ou 1.500 euros por mês e infelizmente é difícil arranjar os melhores recursos para isso. Essa é a razão por que estamos a recorrer cada vez mais à externalização. 

17. NÃO aceitamos que, porque outros funcionaram mal, se entre num modelo que não é nenhum modelo de fusão, é apenas um modelo de se fazer uma salada russa na qual nós não estamos interessados em participar. E, portanto, que fique claro, nós não estamos interessados em fazer parte de uma nova empresa que depois provavelmente irá acumular dívidas. 

16. DOIS temas provocaram uma quase unânime onda de comentários positivos e de ‘gostos’ no meu Facebook esta semana. A notícia de que o Mercado do Bolhão vai ser recuperado e a notícia de que a recentemente lançada marca ‘Porto.’ já ganhou um importante prémio internacional. Este consenso de contentamento em torno destes dois acontecimentos mostra de que o Porto é hoje exatamente aquilo que sempre julguei que era: uma cidade intransigente quanto à defesa do seu mais tradicional património. 

15. AQUILO que é suposto o imposto pagar é a chamada pegada turística, porque é claro que temos todo o interesse em que as pessoas venham cá e permaneçam nos hotéis, mas isso implica uma enorme sobrecarga para as nossas infraestruturas, viárias, de limpeza, ambientais.

14. Haverá um tempo para tudo. Para já estamos muito satisfeitos na forma como as coisas tem corrido. Depois todos nós vamos ter de decidir as nossas vidas. Todos: o PS, eu, o meu movimento… Tudo isso é muito cedo. 

13. Fruto de diversas circunstâncias históricas mas também da própria morfologia da cidade, que é pequena e tem pouco espaço, o Porto é deficitário em instalações desportivas. 

12. COM governantes assim, não precisamos de autarcas, de empresários, de pessoas empenhadas. A eles devemos tudo o que é bom. Obrigado, senhor secretário, pela lição, pela generosidade. Obrigado, capital, por domesticar e ensinar a província. 

11. NO próximo ano teremos que pensar se não valerá a pena diversificar a oferta e levá-la a outras zonas da cidade, dividindo os públicos. 

10. NÃO há ‘spill-over’? A palavra já deixou de fazer sentido, porque funcionou enquanto havia vergonha. Enquanto havia vergonha havia ‘spill-over’. Deixaram de ter vergonha. 

9. A MENOS que no futuro uma parte do IVA seja dirigido às cidades, estamos a viver um tempo em que se preparam restrições enormes aos municípios. 

8. SEM coesão social, sem um Porto de oportunidades pessoais, familiares, coletivas, não pode haver felicidade, nem para os mais favorecidos, nem para os desprotegidos. Sem cultura, sem pensamento, sem arte, sem criatividade, sem futuro, também não há felicidade. Porque ninguém é feliz sem música, sem cor, sem o afeto da performance. Ninguém é feliz sem pensamento e sem liberdade. E nada é mais livre do que o pensamento. Nada é mais aberto do que o futuro. 

7. PORQUE o meu antecessor [o social-democrata Rui Rio] merece por todas as razões esta referência, digo-o de uma maneira que todos percebam: não esteve, não está e não estará em causa, com este relatório e ainda menos com a decisão de o promover, uma qualquer avaliação, indireta que seja, da sua honorabilidade. 

6. A DEMOCRACIA representativa não pode ser vista como um cheque em branco por parte dos partidos e muitas vezes tem sido assim. Os eleitores vão votar, passam-lhes um cheque em branco eles nessa noite choram e dizem que foi pena ter havido tanta abstenção. Depois, nos anos seguintes, esquecem por que razão houve tanta abstenção e esquecem-se dos compromissos que foram assumidos. Este distanciamento entre eleitos e eleitores vai contribuindo para a decadência da democracia e para que haja cada vez mais pessoas entristecidas com a democracia. 

5. SABEMOS que isto só é possível através de uma estratégia que tem que envolver muitas parcerias. Queria destacar a boa relação que queremos ter e que vamos aprofundar com a Associação de Comerciantes do Porto e com a Associação de Bares da Zona Histórica do Porto e também com todos aqueles que estão no setor do turismo. 

4. O PORTO dirá se o trabalho que hoje apresentámos será adotado. Mas estou convencido de que sim. Este Porto é o Porto liberal, irreverente, inconformado, criativo e com caráter que conheço. Revejo-me nele. E é um Porto aberto. 

3. AQUILO que fizemos foi um acordo de coligação, que tem corrido bem. Há uma total lealdade da parte do PS e do PS/Porto, do lado da concelhia a que Manuel Pizarro também preside. 

2. APÓS o regresso de férias do vereador, esclareci com o próprio o teor e motivação das suas declarações [publicadas na sua página no Facebook], tendo o assunto ficado sanado. Decidi, por isso, mantê-lo em funções, decisão que tomei sozinho e sem a influência de qualquer partido político ou voz estranha à governação da Câmara Municipal do Porto. 

1. NA ÁREA metropolitana subsiste, nalgumas áreas, um excesso de oferta de transporte rodoviário de passageiros, tendo os operadores ofertas parcialmente sobrepostas, o que origina sobreposições de utilidade praticamente nula para os utentes. 

Ilustração de Maria Mónica

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