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Manuel Pizarr...

Manuel Pizarro (1964)

Manuel Pizarro (1964)

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VI hoje numa entrevista a um diário que o doutor Rui Moreira está muito assustado com as condições de governabilidade futura da Câmara do Porto. Não gosto de ver pessoas assustadas e até acho que não é normal que um portuense se sinta assustado (…). Não há nenhum drama de governabilidade e nenhuma razão para ter medo do julgamento que os cidadãos do Porto vão fazer no dia 01 de outubro. Eu cá estou muito confiante nesse julgamento e nesse resultado. 

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INFELIZMENTE, e depois daquilo que se passou nos últimos dias, sobretudo ontem [com a entrevista de Rui Moreira à SIC], não vai ser possível continuar por mais quatro anos esta associação num projeto comum. Há convites que feitos num determinado tempo e num determinado modo, não podem ser aceites: têm que ser declinados. Porque, fossem eles aceites tornariam mais pequenos quem assim agisse. Também por isso, a minha resposta é a seguinte: não, obrigado. 

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TEM acontecido diversas vezes a câmara anunciar que vai exercer o direito de preferência e, de repente, os negócios deixam de se fazer ou fazem-se por preços diferentes e, pelos vistos, a Autoridade Tributária acha normal. 

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NOS últimos três anos, a Câmara investiu 35 milhões de euros na reabilitação dos bairros. Trata-se de um investimento sem precedentes nestes quatro anos. Temos, também, um programa de manutenção preventiva, algo que nunca existiu na autarquia. 

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A OBRIGAÇÃO de um partido como o PS no Porto é colocar o interesse da cidade e das pessoas da cidade à frente de uma visão estreita sobre o interesse partidário. É por isso que nós nos sentimos tão bem a participar na governação autárquica com o Dr. Rui Moreira, porque ela de facto tem correspondido àquilo que são as necessidades e as aspirações das pessoas do Porto. 

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A LEI é clara. Ela diz que a oposição deve ser ouvida sobre as propostas de orçamento e planos de actividade. Os três partidos da oposição – PSD, Bloco de Esquerda e CDU – receberam a proposta, tal como a lei prevê, dois dos três partidos pronunciaram-se. Só a CDU é que continua a fazer de Calimero. 

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O PS não pode cometer os mesmos erros de 2013, porque isso custou aos socialistas um derrota numa câmara que foi sempre do PS. 

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A DISTRITAL não poderá ratificar uma candidatura aprovada num contexto de forte desunião e sem a concordância dos independentes do grupo de Guilherme Pinto, que ganhou a Câmara por maioria esmagadora. A votação deixa-me muito preocupado. Mostra uma profunda divisão do PS/Matosinhos e mostra que temos algumas pessoas no partido do concelho que não retiraram qualquer lição do processo que, em 2013, conduziu à derrota do PS. 

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EU acho que houve pelo menos alguma inércia da atual CCDR-N em relação a esse debate [sobre a distribuição dos fundos] que tinha que ser feito na altura própria. É preciso uma CCDR-N que seja uma voz da região e não uma correia de distribuição do poder central. O mal já está feito, tem remédio, mas o remédio não pode ser parar o processo, tem de ser alocar de forma mais inteligente as verbas que venham a ser obtidas em função da reprogramação. 

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SERIA incompreensível para as pessoas do Porto que protagonizasse uma candidatura contra o dr. Rui Moreira. 

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A LIDERANÇA socialista na AMP será um grande momento para o Norte. É a oportunidade de haver um poder metropolitano com legitimidade política, para que passe a ter uma existência mais efetiva do que a que teve nas últimas décadas. 

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A DIREITA tem repetido, até à náusea, que a orientação atual do PS resulta de uma “deriva radical”, naquilo que mais não é do que propaganda organizada, que tem como intuito assustar e, depois, transmitir a ideia de que a moderação estacionou na Direita. 

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COM um investimento relativamente pequeno conseguimos mudar radicalmente as condições de acesso das pessoas do Porto aos cuidados de saúde. Vamos tentar que seja em menos tempo, mas admitimos para já três anos [para a conclusão destes projetos]. Não queremos que [a carta] seja apenas um exercício interessante de planeamento mas uma realidade. 

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FAZEMOS um balanço muito positivo da liderança de Rui Moreira e da intervenção dos vereadores socialistas, quer no âmbito dos seus pelouros quer na criação de condições de governabilidade. Esta coligação é um exemplo para o país, na medida em que o presidente da Câmara trata o PS com respeito e consideração e o PS tem respondido com trabalho dedicado e lealdade. 

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A ÚNICA coisa que esteve Governo fez em relação ao CMIN foi tentar sabotá-lo e em consequência atrasar a obra. Aliás, ele ainda não está pronto e devia ter sido acabado em finais de 2012. 

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A SUA presença (Alexandre Quintanilha) à frente da lista e no Parlamento é uma garantia acrescida para os portuenses e para os portugueses de que o PS está preocupado em ter um grupo parlamentar que ajude a que, mesmo num cenário de maioria absoluta, estejamos disponíveis para o diálogo e para o encontrar posições com as outras forças políticas. 

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A ARQUITETURA tem de tornar a ser uma atividade cultural e artística, com especial relevância da escola de arquitetura do Porto. 

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O MÉTODO de hoje é mesmo muito diferente dos despejos feitos entre 2002 e 2007. Hoje, nós enviamos uma notificação de intenção de despejo e é dado às pessoas o prazo de 10 dias para reclamarem em sede do processo administrativo. A Domus Social irá analisar os 41 casos, já que todos responderem e com advogado constituído. Depois de analisados, veremos em quantos casos vamos proferir a intenção de despejo e, nesses casos, as pessoas têm 60 dias para abandonar as casas, o que lhes dá uma ampla possibilidade de recorrer a tribunal. Do ponto de vista do método, não há risco. 

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POR mim tenho claro que o essencial é reabilitar o Rosa Mota e devolvê-lo à fruição de todos. Por isso, entendo que a Câmara tem a obrigação de enfrentar estas manobras dilatórias. E deixo liminarmente claro que Rui Moreira tem todo o meu apoio neste projeto fundamental para a cidade. 

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GOVERNO desistiu de prosseguir o investimento na renovação da requalificação do Hospital de Vila Nova de Gaia – a única verba que está prevista é de seis milhões de euros para as urgências mas faltará todo o resto – o hospital de Gaia será uma vez mais abandonado pelo Governo central. 

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NO Porto não parece haver fenómenos de consumo a céu aberto massificados que transformem a sala de chuto numa resposta útil. Mas tudo isto é condicionado ao facto de que a informação de que dispomos não é suficientemente fiável. 

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NÃO faz sentido a Assembleia da República legislar sobre áreas de atuação das câmaras sem ouvir as autarquias. Os municípios que tiveram de adaptar os seus regulamentos não podiam sequer cumprir os prazos legais previstos. É um exemplo de centralismo doentio.

Ilustração de Maria Mónica

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