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Artigos com a tag: Raul Brandão

Raul Brandão (1867-1930)
[20 Ago 2017 | Comentar | ]
Raul Brandão (1867-1930)

Nós não vemos a vida – vemos um instante da vida. 

Dor
[13 Jun 2017 | Comentar | ]
Dor

1.
No cais toda a gente sufocou numa rodilha de dor assombrada.
Por Raul Brandão, in Os Pescadores, Estante Editora, 2.ª edição, agosto de 2010, página 123.
2.
Palavra das mais leves (uma só sílaba) e das que mais pesam.
Por João Pedro Mésseder, in Palavras viageiras, Edições Xerefé 2016, página 5.

Homem(ns)
[23 Abr 2017 | Comentar | ]
Homem(ns)

1.
Homem sentado
escreve-se com h minúsculo.
Por Francisco Duarte Mangas, in O noitibó, a gralha e outros bichos, Editorial Caminho, Setembro de 2009, página 32.
2.
São de palavra os homens que se
afeiçoam às árvores.
Por Francisco Duarte Mangas, in A fome apátrida das aves, Modo de ler, página 46.
3.
O homem é um predador com prosápias de faca e garfo.
Por Augusto Baptista, in Histórias de coisa nenhuma e outras pequenas significâncias, Campo das Letras, novembro de 2000, página 55.
4.
Ao contrário do que se pensa, os homens não são poluidores. São biodegradáveis.
Por Augusto Baptista, in Histórias de coisa nenhuma e outras pequenas …

Mulher(es)
[23 Abr 2017 | Comentar | ]
Mulher(es)

1.
Do enjoo das casas naufragam
As mulheres
Por Daniel Faria, in Poesia, Últimas explicações, Explicação das marés, Edições Quasi, Novembro de 2003, página 96.
2.
As mulheres aspiram a casa para dentro dos pulmões
Por Daniel Faria, in Poesia, Homens que são como lugares mal situados, Edições Quasi, 1.ª edição, Novembro de 2003, página 122.
3.
É à janela dos filhos que as mulheres respiram
Por Daniel Faria, in Poesia, Homens que são como lugares mal situados, Edições Quasi, 1.ª edição, Novembro de 2003, página 122.
4.
A mulher é o tear dentro da vida
Por Daniel Faria, in Poesia, Se fores pelo centro de …

Árvore(s)
[23 Abr 2017 | Comentar | ]
Árvore(s)

1.
Como doem as árvores
Quando vem a Primavera
Por Daniel Faria, in Poesia, Explicações das árvores e de outros animais, Edições Quasi, 1.ª edição, Novembro de 2003, página 34.
2.
Às árvores para dar flor há-de lhes doer.
Por Raul Brandão in Diário de K. Maurício (???)
3.
Termos das árvores
A incomparável paciência de procurar o alto
A verde bondade de permanecer
E orientar os pássaros
Por Daniel Faria, in Poesia, Explicações das árvores e de outros animais, Edições Quasi, 1.ª edição, Novembro de 2003, página 43.
4.
Árvore, — amiga constante,
Desde o berço à sepultura!
Por João Saraiva publicado in Literatura contemporânea em …

Luz
[31 Mar 2017 | Comentar | ]
Luz

1.
e uma luz de neve quebrada de vidraça em vidraça.
Por Eugénio de Andrade,  in Ao Porto, Colectânea de Poesia sobre o Porto, organização de Adosinda Providência Torgal e Madalena Torgal Ferreira, Publicações Dom Quixote, 2001, página 46.
2.
É o momento em que a luz desmaia, em que a cor é transparência e a natureza se esvai entontecida. A luz aqui (Ria de Aveiro) estremece antes de pousar…
Por Raul Brandão, in Os Pescadores, Estante Editora, 2.ª edição, agosto de 2010, página 41.
3.
A luz hesita e cisma e esta atmosfera comunica distinção aos homens e …

Chuva
[31 Mar 2017 | Comentar | ]
Chuva

1.
Pranto copioso (às vezes a tristeza parece infinda).
Por João Pedro Mésseder e Francisco Duarte Mangas, in Breviário da Água, Editorial Caminho, 2004, página 57.
2.
A bem dizer, não chove: o céu derrete-se.
Por Raul Brandão, in Os Pescadores, Estante Editora, 2.ª edição, agosto de 2010, página 73.
3.
a chuva miudinha, pequeninos cristais, ilumina-lhe o xaile
Por Francisco Duarte Mangas in A rapariga dos lábios azuis, Quetzal Editores, 2011, página 34.
4.
o que sei da palavra chuva
é um rio de carícias no cabelo.
Por João Manuel Ribeiro in Palavras-chave, Trinta Por Uma linha, março de 2017, Porto.

Raul Brandão, 150 anos
[7 Mar 2017 | Comentar | ]
Raul Brandão, 150 anos

Publicado pela A SEDE.

Sol
[28 Fev 2017 | Comentar | ]
Sol

1.
Sol
Que quando és nocturno ando
Com a noite em minhas mãos para ter luz.
Por Daniel Faria, in Poesia, Edições Quasi, Novembro de 2003, página 240.
2.
Estrela, astro central, de comportamento instável, do nosso sistema planetário.
Nota musical produzida pela voz humana ou por um instrumento quando os seus sons se elevam até à altura do sol.
Por Francisco Duarte Mangas e João Pedro Mésseder, in Breviário do Sol, Editorial Caminho, Janeiro de 2002, página 67.
3.
Sete da manhã
O sol acorda
com olheiras enormes
Por Jorge Sousa Braga, in Ao Porto, Colectânea de Poesia sobre o Porto, organização de Adosinda Providência Torgal e Madalena …

Mar
[5 Dez 2016 | Comentar | ]
Mar

1.
Ninguém é tão avesso
a margens
como o mar
Por Jorge Sousa Braga, in O novíssimo testamento e outros poemas, Assírio & Alvim, página 23.
2.
Paisagem movediça onde o olhar dos poetas perde o pé.
Por João Pedro Mésseder e Francisco Duarte Mangas, in Breviário da Água, Editorial Caminho, 2004, página 61.
3.
Palavra minúscula, casa de baleia.
Por João Pedro Mésseder e Francisco Duarte Mangas, in Breviário da Água, Editorial Caminho, 2004, página 61.
4.
Hipódromo dos cavalos-marinhos.
Por João Pedro Mésseder e Francisco Duarte Mangas, in Breviário da Água, Editorial Caminho, 2004, página 61.
5.
Quando o mar bate na rocha
o mexilhão é o primeiro a saber.
Por João Pedro Mésseder e Francisco Duarte Mangas, in Breviário da Água, Editorial Caminho, 2004, …

Fruto
[5 Dez 2016 | Comentar | ]
Fruto

1.
Cada fruto destas árvores (figo, amêndoa e alfarroba) é um pingo de oiro.
Por Raul Brandão, in Os Pescadores, Estante Editora, 2.ª edição, agosto de 2010, página 194.
2.
O fruto é como o noivo a estender a mão
Por Daniel Faria, in Poesia, Explicações das árvores e de outros animais, Edições Quasi, 1.ª edição, Novembro de 2003, página 221.

Água(s)
[5 Dez 2016 | Comentar | ]
Água(s)

1.
água
que agrada
não molha.
2.
Águas bondosas
não chovem nos ninhos.
Por João Pedro Mésseder e Francisco Duarte Mangas, in Breviário da Água, Editorial Caminho, 2004, página 47.
3.
Água mole em pedra dura
até dá vontade de beber.
Por João Pedro Mésseder e Francisco Duarte Mangas, in Breviário da Água, Editorial Caminho, 2004, página 48.
4.
o silêncio da água
abriga-se na raiz dos plátanos
Por Francisco Duarte Mangas, in A fome apátrida das aves, Modo de ler, página 153.
5.
É um suspiro a água –
ergue-se
como os lentíssimos lábios do amor
descem pelas espáduas.
Por Eugénio de Andrade,  in Ao Porto, Colectânea de Poesia sobre o Porto, organização de Adosinda Providência Torgal e Madalena Torgal Ferreira, Publicações Dom Quixote, …

Raul Brandão no Dicioporto
[13 Jan 2014 | Comentar | ]
Raul Brandão no Dicioporto

RAUL Brandão era um tipo esgalgado e seco, já ruço, que dormia nas eiras ou sonhava acordado pelos caminhos. Gesticulava e falava alto sozinho, envolto na nuvem que o envolvia e o impregnava. Quando regressava do mar vinha sempre estonteado e cheio de luz que o trespassava. Tomava então apontamentos rápidos. Eram linhas de saudade que o aqueciam e o reanimavam nos dias de Inverno friorento. Pois bem, agora que o autor está no Dicioporto também nós nos podemos aquecer e reanimar com o calor e a vida que emanam …