Sociedade

Joaquim Esteves da Silva, 48 anos

13 Março 2012 384 Leituras Comentar
Lidera um dos projetos que foi selecionado pelo Programa COHiTEC 2012. É um projeto que propõe uma produção barata e ambientalmente sustentável de nanomateriais de carbono fluorescentes para aplicações em biomedicina e nas indústrias eletrónica e têxtil.
“Os nanomateriais estão no limiar dos atuais desenvolvimentos científicos e tecnológicos”, diz-nos este professor do Departamento de Química e Bioquímica da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP). Joaquim Esteves da Silva explica que “devido ao seu tamanho, os nanomateriais podem chegar a certos sistemas biológicos de forma seletiva, o que não era possível com macromaterials. A sua produção requer nanoquantidades, o que permite uma gestão sustentável dos recursos naturais, e no caso dos nanomateriais de carbono, têm todas as propriedades comuns aos nanomateriais com duas particularidades importantes: são intrinsecamente não-tóxicos e podem ser obtidos a partir de recursos renováveis ​​(biomassa). Características que lhes conferem um rótulo ambiental verde particularmente atrativo.
Joaquim C.G. Esteves da Silva tem licenciatura, doutoramento e agregação em Química pela Universidade do Porto. É docente da FCUP desde 1985 e tem lecionado disciplinas nas áreas de química inorgânica, ciências ambientais, química forense, bioanalítica e quimiometria. Tem exercido atividade de investigação nas áreas de química analítica, quimiometria, nanomateriais, ciências ambientais, espectroscopia, bioquímica, química biológica e química forense. É revisor de centenas de artigos científicos em mais de 60 revistas internacionais. Publicou mais de 120 artigos em revistas internacionais com sistema de revisão por pares, mais de sete capítulos de livros, e mais de 250 comunicações em congressos científicos realizados em Portugal e no estrangeiro.
- De que mais gosta na Universidade do Porto?
A liberdade e autonomia científica dos docentes e/ou investigadores.

- De que menos gosta na Universidade do Porto?

A falta de incentivos (e não me refiro a incentivos financeiros) para os docentes que demonstram trabalho científico e tecnológico de mérito.

- Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?

Investir mais na inovação e menos na repetição! Definir regras claras para atribuir dispensas parciais de serviço docente aos que mais atividades científicas e tecnológicas de reconhecido mérito desenvolvem.
- Como prefere passar os tempos livres?
Com a família.
- Um livro preferido?

Não tenho livros preferidos mas, sazonalmente, autores preferidos. Neste momento os thrillers históricos de C. J. Sansom são particularmente interessantes. Também, há um livro que recentemente me agradou ler, “A Vida Imortal de Henrietta Lacks” de Rebeca Skloot.

- Um disco preferido?

Muitos, mas algumas aberturas e prelúdios de Wagner são sempre espetaculares e os Noturnos de Chopin (de Maria João Pires) sempre agradáveis de ouvir.
- Um prato preferido?
Comida Tailandesa e indiana vegetariana.
- Um filme preferido?
The Deer Hunter (O Caçador) de Michael Cimino.
- Uma ambição/aspiração? (profissional)
Continuar a ter a oportunidade de orientar excelentes alunos de pós-graduação que se revelam excelentes investigadores.
- Uma viagem de sonho?
Continuar as viagens pelos Países do Sudeste Asiático.
- Uma inspiração

Criar condições de stresse e confiar na grande capacidade de raciocínio, de trabalho e resistência do ser humano.

12 de março de 2012

http://noticias.up.pt

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