Poemário

José Régio (1901-1969)

11 Agosto 2017 Comentar

Desisti de saber qual é o Teu nome,
Se tens ou não tens nome que Te demos, 

Eu, dar flor, já não dou. Mas vós, ó flores,
Pois que Maio chegou,
Revesti-o de clâmides de cores!
Que eu, dar, flor, já não dou. 

Fado do grande e horrível crime

Por essas feiras do alfoz
Do Porto, leal cidade,
Brutal e triste, uma voz
Levanta um pregão feroz
De crime e fatalidade.

(…) publicado in Ao Porto, colectânea de Poesia sobre o Porto, organização de Adosinda providência Torgal e Madalena Torgal Ferreira, Publicações Dom Quixote, 2001, página 174.

O Fado nasceu um dia,
Quando o vento mal bulia 

Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma… Abre-me o seio,

Dentro de mim me quis eu ver. Tremia,
Dobrado em dois sobre o meu próprio poço…

Breve biobibliografia de José Régio 

Deixe aqui o seu comentário!

Insira o seu comentário, ou trackback do seu próprio site. Pode também Subscreva estes comentários via RSS.

Correcção e Respeito por todas as opiniões.

Este site disponibiliza o Gravatar. Para criar o seu Gravatar faça o registo em Gravatar.