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José Régio (1...

José Régio (1901-1969)

Eu, dar flor, já não dou. Mas vós, ó flores,
Pois que Maio chegou,
Revesti-o de clâmides de cores!
Que eu, dar, flor, já não dou. 

§

Fado do grande e horrível crime

Por essas feiras do alfoz
Do Porto, leal cidade,
Brutal e triste, uma voz
Levanta um pregão feroz
De crime e fatalidade.

(…) publicado in Ao Porto, colectânea de Poesia sobre o Porto, organização de Adosinda providência Torgal e Madalena Torgal Ferreira, Publicações Dom Quixote, 2001, página 174.

§

O Fado nasceu um dia,
Quando o vento mal bulia 

§

Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma… Abre-me o seio,

§

Dentro de mim me quis eu ver. Tremia,
Dobrado em dois sobre o meu próprio poço…

§

Breve biobibliografia de José Régio 

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