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João Cabral d...

João Cabral de Melo Neto (1920-1999)

Foto retirada do cartão de sócio da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto

A bola não é a inimiga
como o touro, numa corrida; 

§

O jornal dobrado
sobre a mesa simples;
a toalha limpa,
a louça branca 

§

Sobre o lado ímpar da memória
o anjo da guarda esqueceu
perguntas que não se respondem. 

Nascido no Recife a 6 de janeiro de 1920, João Cabral de Melo Neto viria a falecer a 9 de outubro de 1999 no Rio de Janeiro. A partir de 1945, dedicou-se profissionalmente à diplomacia, exercendo cargos em cidades como Barcelona ou Dacar. Em 1984, ocupou o lugar de cônsul geral no Porto. Regressou ao Rio de Janeiro em 1987, aposentando-se em 1990. Da sua obra poética, destacam-se obras como “Pedra do Sono” (1942), “A escola das facas” (1980) e, incontornavelmente, “Morte e vida severina” (1955), auto ao gosto tradicional protagonizado por um retirante, Severino, cuja caminhada representa o sofrimento e a miséria do povo do Nordeste. Em 1968, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras e recebeu, entre outros, o Prémio José de Anchieta, de poesia, em 1954.

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