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Filipa Leal (...

Filipa Leal (1979)

Demoro-me neste país indeciso
que ainda procura o amor
no fundo dos relógios, 

§

Não sei se prefiro o rio
ou o seu reflexo nas janelas espelhadas. 

§

Antes de vir para o Vale Formoso,
convidaste-me para almoçar. 

§

No Vale Formoso, vou fumando cigarros,
vou tomando cafés, vou fugindo das abelhas, 

§

Nesta brisa quase suave
de plantas já anoitecidas
quase te toco entre as regas,
e entristeço. 

§

 

Apontas para o rosto sarcástico do sol de Inverno
E disparas. Há tantos meses que não chove – reparaste? 

§

Filipa Leal, nasceu no Porto em 1979. Formou-se em Jornalismo na Universidade de Westminster, em Londres, e concluiu o Mestrado em Estudos Portugueses e Brasileiros pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (onde apresentou a dissertação sobre os «Aspectos do cómico na poesia de Alexandre O’Neill, Adília Lopes e Jorge de Sousa Braga»). Jornalista cultural, é de salientar a sua colaboração no suplemento «das Artes, das Letras» de O Primeiro de Janeiro, para o qual já entrevistou diversas figuras de destaque da literatura portuguesa e estrangeira. Recitadora e locutora, colabora regularmente com o Teatro do Campo Alegre, no ciclo «Quintas de Leitura», e integra o colectivo poético «Caixa Geral de Despojos». Participa nos Seminários de Tradução Colectiva de Poesia da Fundação da Casa de Mateus. Publicou LUA-POLAROID (ficção), 2003, Corpos Editora, e TALVEZ OS LÍRIOS COMPREENDAM (poesia), 2004, Cadernos do Campo Alegre.

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