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Anabela Borge...

Anabela Borges (1970)

Da chuva

O
B
L
Í
Q
U
A

quero apenas
o poder
renovador da Natureza. 

§

Manda-me, amor,
notícias
da voz da terra 

§

Visto a pele das manhãs
em tintas frescas lampejos →

ANABELA Borges, por mais que queira, não consegue evitar as influências do local onde tem vivido desde que nasceu. Os motivos, para sermos sinceros, são muitos e variados. Vão desde a paisagem, com especial relevo para o rio, ao património edificado, à memória dos artistas que por lá viveram e à vida das gentes. Daí que não seja de espantar que as ideias lhe nasçam como cogumelos (o terreno é muito fértil). Estamos a falar, claro está, da cidade de Amarante e do seu concelho, sem os quais Anabela não era o que é (parafraseando o seu conterrâneo Pascoaes).

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