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Almeida Garrett (1799-1854)

Almeida Garrett (1799-1854)

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6.
Qual tronco despido
De folha e de flores.
Dos ventos batido
No inverno gelado,
de ardentes queimores 

5.
Seus olhos se eu sei pintar
O que os meus olhos cegou 

4.
Vede em mim funesto exemplo,
Vós, que amores loucos seguis 

3.
A brisa voga no prado
Perfume nem voz não tem; 

2.
Não te amo, quero-te: o amar vem d’alma.
E eu n’alma – tenho a calma,
A calma – do jazigo.
Ai! não te amo, não. 

1.
Se na nossa cidade há muito quem troque o  b  por  v , há pouco quem troque a liberdade pela servidão.

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