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Porto visto por Tatiana Kauss

TATIANA Kauss é uma carioca da gema: nasceu no Rio de Janeiro onde continua a viver (Ipanema). Dedica-se à escrita e estudo de literatura infanto-juvenil e à encadernação. Admite que as pessoas que conhece, as memórias da infância e as belezas naturais do Rio de Janeiro influenciam a sua produção artística. Do Porto lembra o Cais da Ribeira, a Casa da Música e os vinhos deliciosos que degustou quando cá esteve em 2006. Gosta de comprar e de receber postais. Crê que a expressão literatura postal é uma definição perfeita para as histórias que se contam através de imagens.

Por Paulo Moreira Lopes

1 – Data de nascimento e naturalidade (freguesia e concelho)?

01-02-1973 Carioca da Gema, que é como dizem por aqui quem é nascido na cidade do Rio de Janeiro, estado do Rio de Janeiro.

2 – Atual residência (freguesia e concelho)?

Moro em Ipanema, no Rio de Janeiro, Brasil.

3 – Em que outros locais viveu de modo permanente?

Sempre morei no Rio de Janeiro

4 – Habilitações literárias?

Estudo e escrevo Literatura Infantil e Juvenil e também contos e poesia.

5 – Atividade profissional?

Escritora e encadernadora.

6 – Em que medida o local onde nasceu e viveu ou vive, influenciou ou influencia a sua vida artística?[1]

O meio influência diretamente a minha escrita, seja pelas pessoas que conheço, pelas memórias que tenho da minha infância, pelas belezas naturais da cidade e as inspirações que me trazem, e mesmo pela Língua Pátria que é o motor maior da minha expressão.

7 – Quando pensa na cidade do Porto lembra-se imediatamente de quê?

Lembro do Cais da Ribeira e seus deliciosos vinhos do Porto que degustei com tanto gosto, e também da Casa da Música que me encantou por sua arquitetura contemporânea e excelente acústica e acomodações

8 – Já visitou o Porto? Em caso afirmativo, por que motivo e qual a ideia com que ficou da cidade e da região?

Sim, fui em 2006 e pretendo voltar. A ida foi à passeio e ficamos encantados com a cidade, achamos muito hospitaleira, e adoramos as programações turísticas.

Literatura postal

9 – Tem a mania dos postais? Em caso afirmativo como explica essa apetência por uma literatura tão sucinta e tão efémera?

Gosto de comprar postais para mim mesma e recordar o local e a viagem vivida. Guardo-os junto com as fotos e álbuns da viagem. A prática de enviar e receber postais é  um tributo ao local visitado e à amizade entre correspondentes.

10 – Sente mais prazer em comprar, escrever e enviar o postal, em saber que foi recebido por outro ou em receber postais de outros?

Adoro receber postais e sentir que fui lembrada mundo a fora.

11 – Tendo em conta a popularidade da correspondência postal, será que podemos falar de uma literatura postal, quem sabe como uma derivação dos contos ou microcontos?

Creio que sim. A expressão literatura postal é mesmo uma definição perfeita para o tema, acredito que o postal por si só já conte uma história de forma imagética, seguido de algumas palavras normalmente escritas à mão, completam uma narrativa quase sempre  poética!

12 – Endereço na web/blogosfera para a podermos seguir?

http://universos2016.wordpress.com
http://aroupadolivro.blogspot.com.br

[1] NOTA: a pergunta pressupõe a defesa da teoria do Possibilismo (Geografia Regional ou Determinismo mitigado) de Vidal de La Blache, depois seguida em Portugal por Orlando Ribeiro, de que o meio (paisagem, rios, montanhas, planície, cidade e, acrescentamos nós, linguagem, sotaque, festividades, religião, história) influenciam as opções profissionais e artísticas dos naturais desse lugar.

§

tatiana_kauss_frente_HP_2016

Ipanema por Tatiana Kauss para a I Convocatória de Histórias em Postais.

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