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Porto visto por Edweine Loureiro

EDWEINE Loureiro, neto de portugueses, nasceu em Manaus, Estado do Amazonas, no Brasil, onde viveu até se mudar, em 2001, para a cidade de Saitama, no Japão. É advogado de formação e escritor, dedicando-se atualmente ao ensino do português, inglês e espanhol a profissionais de empresas nipónicas. A floresta amazónica inspirou os seus primeiros escritos, sendo hoje influenciado pela humanidade e suas aventuras (e desventuras) cotidianas. O Porto é sinónimo do bom vinho, do sempre forte time e da Universidade do Porto. Com a literatura postal exercita o gosto pelos textos curtos.

Por Paulo Moreira Lopes

1 – Data de nascimento e naturalidade?

20 de setembro de 1975. Nascido na cidade de Manaus, Estado do Amazonas, no Brasil.

2 – Atual residência ?

Na cidade de Saitama, no Japão.

3 – Em que outros locais viveu de modo permanente?

Antes do Japão, a onde vim para estudar o mestrado, somente residi em minha cidade natal, Manaus.

4 – Habilitações literárias?

Sou escritor e fui, de 1992 a 2001, Professor de Literatura. Tenho os seguintes livros publicados: Sonhador sim senhor! (Novela, 2000); Clandestinos (Crônicas 2011); Em curto espaço (Minicontos, 2012); No mínimo, o infinito (Poemas, 2013) e Filho da Floresta (poemas, 2015). Estes dois últimos foram, respectivamente, vencedores dos Prêmios Orígenes Lessa e Vicente de Carvalho, da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro. Como escritor, possuo ainda mais de duzentos prêmios em Concursos Literários no Brasil, Portugal e Espanha. Sou também membro correspondente das seguintes entidades: União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro (UBE-RJ), União Brasileira de Trovadores (UBT), Organização Mundial de Trovadores (OMT), Academia Metropolitana de Letras, Artes e Ciências (AMLAC-SP), Associação de Escritores de Bragança Paulista (ASES-SP), da Academia Pan-Americana de Letras e Artes (APALA-RJ) e União dos Profissionais de Artes, Literatura e Jornalismo (UNIJORE-PR).

5 – Atividade profissional?

Sou advogado de formação, mas principalmente professor (desde 1992). No Japão, leciono Português, Inglês e Espanhol para profissionais de empresas, desde 2011.

6 – Em que medida o local onde nasceu e viveu ou vive, influenciou ou influencia a sua vida artística?[1]

A floresta inspirou meus primeiros escritos, durante as viagens de barco com meu pai pelo Rio Amazonas. Mas a cultura japonesa também possui, claro, influências, pois aqui vivo desde 2001. No entanto, prefiro dizer que é a humanidade e suas aventuras (e desventuras) cotidianas que me inspiram na criação literária, e não lugares específicos.

7 – Quando pensa na cidade do Porto lembra-se imediatamente de quê?

Sou neto de portugueses e, como tal, aprecio um bom vinho e sou fã do sempre forte time do Porto, que esteve no Japão em 2004, conquistando o Mundial de Clubes. E, claro, tenho uma grande admiração pela Universidade do Porto.

8 – Já visitou o Porto? Em caso afirmativo, por que motivo e qual a ideia com que ficou da cidade e da região?

Ainda não, mas desejo, certamente, visitá-los um dia.

Literatura postal

9 – Tem a mania dos postais? Em caso afirmativo como explica essa apetência por uma literatura tão sucinta e tão efémera?

Confesso que, com a era da Internet, perdi um pouco o hábito da remessa de postais, mas, quando posso, envio algum para familiares e amigos no Brasil. No Japão, porém, cartões postais são muito comuns, principalmente no final do ano. Já a minha paixão pela escrita sucinta sempre me acompanhou, e fico feliz em poder elaborar microcontos, trovas e outros textos curtos, nos quais eu posso exercitar esse poder de síntese que tanto admiro.

10 – Sente mais prazer em comprar, escrever e enviar o postal, em saber que foi recebido por outro ou em receber postais de outros?

Ambas as atividades – receber e enviar cartões postais – são fontes de grande prazer. A escrita à mão resgata uma característica própria de nossa humanidade: característica esta que temos perdido bastante com a internet.

11 – Tendo em conta a popularidade da correspondência postal, será que podemos falar de uma literatura postal, quem sabe como uma derivação dos contos ou microcontos?

Certamente. A literatura postal, também valorizaria a síntese na escrita (tal qual os microcontos fazem), ao mesmo tempo que resgataria uma valorosa forma de comunicação, hoje tão esquecida.

12 – Endereço na web/blogosfera para o podermos seguir?

Principalmente podem contactar-me através do Facebook:
https://www.facebook.com/edweine.loureiro
Mas também tenho um blog:
https://edweineloureiro.wordpress.com/

[1] NOTA: a pergunta pressupõe a defesa da teoria do Possibilismo (Geografia Regional ou Determinismo mitigado) de Vidal de La Blache, depois seguida em Portugal por Orlando Ribeiro, de que o meio (paisagem, rios, montanhas, planície, cidade e, acrescentamos nós, linguagem, sotaque, festividades, religião, história) influenciam as opções profissionais e artísticas dos naturais desse lugar.

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edweine_loureiro_frente_HP_2016

Troya por Edweine Loureiro para a I Convocatória de Histórias em Postais.

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