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Legendas

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4. Amadeu Pereira foi contrabandista e depois guarda-fiscal. «Usei muitos conhecimentos para apanhar criminosos, mas nunca na altura do polvo. Era como ir a casa de alguém e levar-lhe a ceia de Natal.»

Publicado in Notícias Magazine de 3 de dezembro de 2017, página 49.

3. Esta ópera com oito cantores e uma dúzia de músicos é uma obra singular

Publicado in PÚBLICO de 4 de dezembro de 2017, página 28.

2. Marcelo Rebelo de Sousa é o presidente dos afetos e, pelos vistos, a moda está a pegar junto de outros líderes. José Carlos Fonseca, chefe de Estado de Cabo Verde, visitou o bairro da Cova da Moura, na Amadora, acompanhado pelo presidente português, e o beijinho da ordem não faltou. Desta vez a dobrar.

Publicado in Jornal de Notícias de 25 de novembro de 2017, última página.

1. As reclusas do estabelecimento prisional Talavera Bruce, no Rio de Janeiro, participaram num desfile de beleza dentro da prisão de alta segurança. A vencedora foi Mayana Rosa Alves, de 26 anos, que cumpre prisão desde 2015, por assalto à mão armada.

Publicado in Jornal de Notícias de 24 de novembro de 2017, última página.

NOTA DO EDITOR: para justificar a criação desta categoria fazemos nossas as palavras de Alexandre O’Neill:

“O hábito magazinesco de legendar fotografias com frases «poéticas» foi-se perdendo. Hoje, a fotografia fala por si própria e a poesia também… À parte legendas de mera identificação (ou de humor), as imagens fotográficas dispensam o fraseário que era suposto apoiá-las. O jornalismo evoluiu para uma comunicação mais substantiva. A fotografia de imprensa deixou de ser em «beleza» e passou a ser em «verdade». Texto e imagem estão mais integrados. A fotografia perdeu o carácter brilharete ornamental.

Da paisagem passou-se para o corpo. Do nu artístico para o nu erótico. A «bela prosa» gastou toda a sua importância. E assim por diante, nesta verificação de mudanças que vieram afectar o nosso pasto cultural de civilizados…

Desses tempos, o que ainda se salva é a fotografia, que era às vezes de extraordinária qualidade. O enfoque da prosa, esse, mostra quase sempre uma pretensão ridícula de com ela se completar ou aperfeiçoar a fotografia. Já nessa altura (anos 20, 30 e 40) a prosa estava em atraso no contexto geral da comunicação…

Dentro da preocupação de inventariar, que também põe movimento a minha mão de cronista, aqui deixo um lote de legendas de fotografias de magazine que, para serem compreendidas nas suas intenções, «dispensam» perfeitamente as imagens fotográficas de que eram acompanhantes…

Na frescura do Tejo, a frescura dos frutos…

O Castelo domina a imponente paisagem.

Junto do mar, ao sol, as crianças tornam-se mais saudáveis, mais felizes. Os seus sorrisos ficam, assim, espontâneos e fotogénicos.

O Nabão, a écloga ribeirinha.

Onde a Natureza se harmoniza com a Arte: – através da ramaria das árvores, o Convento de Cristo, em Tomar.

Quando os noivos tiram o retrato… Quando os lavradores contam o dinheiro… Quando os feirantes expõem ou avaliam as mercadorias… Quando os vendedores ambulantes apregoam elixires infalíveis… o povo põe a descoberto a sua psicologia, em atitude, expressões e palavras que também traduzem, claramente, a índole, os costumes e a paisagem provincial.

Os negros, ágeis, trepam pelos coqueiros elegantes.

O Bispo de Lourdes fala com o Bispo de Leiria. E ascende no ar o perfume da Graça que desabrochava em duas terras de eleição.

Furadouro: À beleza da paisagem alia-se o interesse da faina e dos costumes dos pescadores. Vida simples e repousante.

O negro trabalha no campo até ao pôr do sol.

Ar livre! Ar livre para as crianças pobres! Sem sol, sem mar, sem campo – é inútil toda a acção de assistência social.

O trabalho de hoje exige uma arquitectura racional e moderna.

O que seria Lisboa sem os seus telhados? O que seriam os telhados, se não houvesse Lisboa para os entender.

Antes na varanda do que dentro de casa. Mas no jardim é preferível.”

Publicado in Já cá não está quem falou, edição de Maria Antónia Oliveira e Fernando Cabral Martins, Assírio & Alvim, abril 2008, páginas 102 e 103.

Ou seja, a nossa preocupação será a de inventariar as legendas que por aí se vão escrevendo, dando relevo à capacidade de síntese dos jornalistas, sua perspicácia, sentido de humor e oportunidade. Para melhor enquadramento do texto, ao contrário de Alexandre O’Neill, nós não dispensamos a fotografia, até por uma questão de autenticidade daquele.

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