Do Porto

Mário Faria, 23 anos

5 Junho 2017 Comentar

ESTUDANTE da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP), Mário Faria capitaneou recentemente a equipa de Futebol 7 da U.Porto rumo ao seu primeiro título nacional universitário na modalidade. “Coisa pouca” se não tivesse acontecido apenas um ano depois de ter derrotado um Linfoma de Hodgkin, o que, aos 23 anos, faz do jovem de Barcelos um exemplo de luta e motivação para muitos estudantes e atletas.

Mário vive e respira futebol desde os 7 anos, idade em que iniciou o seu percurso de jogador nas camadas jovens do Gil Vicente FC, clube onde reina atualmente a equipa dos benjamins. O percurso desportivo esteve de resto quase sempre associado ao clube da terra, até ao primeiro ano como sénior (2013), ano em que passou a representar as cores da União Desportiva de Vila Chã (Esposende). O atleta passou ainda pelo Forjães SC, onde foi campeão da Divisão de Honra da Associação de Futebol de Braga, pelo Santa Maria FC e pelo Roriz FC.

No ano passado, porém, Mário viu o seu percurso académico e desportivo interrompido quando lhe foi diagnosticado um Linfoma de Hodgkin. “Foram mais de seis meses de muita luta, algum sofrimento sempre amparado por um meio familiar e uma corrente de amigos fantástica e modéstia à parte, sempre com muito positivismo e vontade de vencer e viver”, afirma o capitão da U.Porto que, mesmo debilitado, acompanhou a equipa de Futebol de 7 da Universidade ao CNU 2016, onde cairia apenas na final.

Mas as boas notícias não tardaram a chegar. “Após seis longos meses de quimioterapia, chegou a notícia que tanto esperava e finalmente voltei à minha vida normal e a tudo o que gostava.”. Após ter vencido a doença, e apenas uma semana depois de terminar o último tratamento de quimioterapia, o estudante atleta regressou à competição, novamente no União Desportiva de Vila Chã, e aos estudos na FADEUP.

Este ano, já com a braçadeira de capitão, Mário liderou a U.Porto à conquista do primeiro título nacional universitário da instituição em Futebol 7 masculino. Pelo meio, está nomeado para melhor jogador da Pró-Nacional de Braga e está prestes a terminar a licenciatura em Ciências do Desporto.

“Hoje sou uma pessoa mais feliz, mais forte, mais resiliente, no fundo, sinto-me melhor pessoa em todos os sentidos e com uma vontade enorme de viver!”

Naturalidade?
Barcelos

Idade?
23 anos

De que mais gosta na Universidade do Porto?
Na verdade gosto de quase tudo na nossa Universidade, desde o espírito positivo e empreendedor que a rodeia, ao reconhecimento que dão aos seus estudantes, tanto a nível desportivo como académico, naturalmente.

De que menos gosta na Universidade do Porto?
Não há nada que não goste particularmente, até porque passei dos melhores anos da minha (ainda curta) vida aqui a estudar.

Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?
Sinceramente não me ocorre nada de momento. Não será por acaso que somos das melhores universidades do país, embora haja sempre pontos a melhorar.

Como prefere passar os tempos livres?
O facto de andar na Faculdade de Desporto não é um acaso de facto. Adoro fazer desporto e acompanhar várias modalidades desportivas. No entanto, há uma em particular sem a qual não consigo passar, o futebol. Adoro jogar e ver futebol. Também gosto de ir ao ginásio, passear, sair com amigos, praia e ouvir música.

Um livro preferido?
Houve um livro, que pela altura em que o li e pela mensagem que passa me marcou muito. O livro é da autoria do nosso herói do Europeu de futebol Éder e da sua mental coach Susana Torres e chama-se “Vai correr tudo bem!”

Um disco/músico preferido?
U2.

Um prato preferido?
Francesinha.

Um filme preferido?
Gosto da saga do “Senhor dos Anéis”, todos eles.

Uma viagem de sonho?
Adorava conhecer o Brasil, adoro a cultura e “boa onda” que têm e claro, o futebol está em todo o lado!

Um objetivo de vida?
São muitos! Mas acima de tudo procuro todos os dias dar o melhor de mim, ser sempre melhor, ser uma pessoa que se goste de ter por perto e viver cada dia como se fosse o último (sem clichés).

Uma inspiração?
Os meus Pais sem dúvida, são incríveis!

O projeto de vida…
Acima de tudo, ser feliz e fazer os outros felizes. O que mais queria era poder tornar o Mundo melhor, que as pessoas pudessem pensar mais nos outros ao invés de olharem apenas para o umbigo! Penso que se todos fizermos um pequeno esforço no nosso pequeno meio, aos poucos, podemos alterar o rumo e fazer realmente a diferença.

Um desejo para o futebol?
Para o futebol federado o meu desejo passa por existir uma maior verdade desportiva que venha beneficiar, em tudo, este magnífico desporto. Para o futebol amador, gostava que houvesse uma maior atenção para os muitos talentos que lá pontificam e que certamente gostariam e têm condições para outros patamares.

Por Catarina Sampaio publicado in http://noticias.up.pt/

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