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Catarina Durã...

Catarina Durão, 46 anos

Catarina Durão, 46 anos

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SÃO já várias as distinções que Catarina Durão soma no curriculum pela investigação que conduz em nutrição e saúde pública. Recentemente, a investigadora doutorada do Grupo de Investigação em Epidemiologia da Nutrição e da Obesidade da EPIUnit do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), arrecadou o prémio de melhor publicação da Associação Portuguesa de Epidemiologia (APE) de 2016, por um artigo que mostrou que a ingestão excessiva de proteína na idade pré-escolar está associada a maior índice de massa corporal aos sete anos de idade.

Licenciada em Ciências da Nutrição e Alimentação na Universidade do Porto (1995), Catarina Durão, completou, em 2004, o mestrado de Tecnologia/Qualidade Alimentar, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, com um trabalho sobre o Padrão Alimentar Mediterrânico e a sua promoção em Portugal, na perspetiva de uma política nutricional nacional. Já em 2010, a necessidade de aprofundar conhecimentos em Epidemiologia, conduziu-a até ao doutoramento em saúde pública na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), que concluiu em 2016.

O interesse pelos determinantes de hábitos alimentares e de adiposidade em idades precoces levou-a a integrar o Grupo de Investigação em Epidemiologia da Nutrição e da Obesidade da EPIUnit do ISPUP, em 2015. “A profunda e vasta experiência dos investigadores do ISPUP e a existência de estruturas de investigação como a coorte de nascimento de base-populacional Geração XXI – um caso único em Portugal – consistiam numa oportunidade única para poder aprender a desenvolver investigação que pudesse vir a servir de evidência para apoiar políticas de alimentação e nutrição e programas nacionais de prevenção da obesidade”, refere Catarina Durão.

Só no ano de 2016, a investigadora foi galardoada com os prémios de “Melhor Publicação de 2015” pela Associação Portuguesa de Epidemiologia, “Melhor Comunicação Oral”, no âmbito do XV Congresso de Nutrição e Alimentação, e “Primeira Menção Honrosa na categoria de Investigação e Desenvolvimento – Food & Nutrition Awards”, da Associação Portuguesa dos Nutricionistas/GCI.

Para além da investigação, Catarina dedica-se à prática clínica em Lisboa, na área da nutrição familiar, materna e infantil. No futuro, espera contribuir para a elaboração de programas nacionais que traduzam os resultados da investigação científica em estratégias para melhorar a saúde populacional.

Naturalidade?
Porto

Idade?
46 anos

De que mais gosta na Universidade do Porto?
Do elevado padrão de qualidade no ensino e investigação, bem como da maneira como fomenta o desenvolvimento do pensamento crítico nos seus estudantes.

De que menos gosta na Universidade do Porto?
De um problema que não é exclusivo da Universidade do Porto – de alguma, ainda persistente, endogamia académica e da precariedade laboral de alguns docentes.

Uma ideia para melhorar a Universidade do Porto?
Continuar o esforço para melhorar os aspetos que referi acima.

Como prefere passar os tempos livres?
Na praia, a ler e/ou a ouvir música.

Um livro preferido?
É difícil dizer. Possivelmente, tenho quatro preferidos sem nenhuma ordem especial: “Quarteto de Alexandria” de Lawrence Durrell; “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley; “O Mágico” de William Somerset Maugham; e “Os Maias” de Eça de Queirós.

Um disco/músico preferido?
Muitos favoritos. Talvez o álbum ao vivo de Michael Nyman (de 1994) que me acompanhou durante o doutoramento.

Um prato preferido?
Quase todos!

Um filme preferido?
Não tenho Um, tenho vários. Mas, assim de repente, talvez “A Festa de Babette”.

Uma viagem de sonho?
Realizada, ao Nepal. Por realizar, à Patagónia.

Um objetivo de vida?
Conseguir fazer e ser melhor, e que isso possa ser útil para a saúde pública.

Uma inspiração? (pessoa, livro, situação…).
Várias pessoas. Muitas são da Universidade do Porto, tanto docentes como colegas, e têm-me inspirado todos os dias.

O projeto da sua vida…
A minha vida familiar e o enorme projeto de continuar a aprender.

Uma ideia para promover a investigação em saúde pública da U. Porto a nível internacional?
Continuar o bom trabalho que tem feito a este nível.

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