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Abílio Gomes ...

Abílio Gomes Travessas (1944)

Abílio Gomes Travessas (1944)

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ABÍLIO Gomes Travessas nasceu em 1944, no lugar da Igreja, Aver-o-Mar. É casado com Marlene Alves Dias e tem uma filha. É licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra. Embora tenha feito o estágio, nunca exerceu. Foi no ensino que se realizou profissionalmente. O seu gosto pelo futebol levou-o a representar o Varzim, Académica, União de Coimbra e o Nelas, onde jogou até aos 41 anos.

A influência dos amigos ditou o advogado, mas o professor formou-se na infância de Abílio Travessas: “Fiz o liceu com alguma competência e quando chegou a hora de ir para Coimbra fui estudar Direito, muito por influência de alguns amigos, alunos que são hoje figuras conhecidas, como o Miguel Cadilhe, antigo ministro das Finanças, Tavares Moreira, que foi governador do Banco de Portugal, António Carlos dos Santos, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, ou Nuno Lopes, que pertenceu ao Comité Central do PCP. Tudo gente com qualidade”.

No decorrer do curso, Abílio Gomes Travessas percebeu que o seu futuro não ia passar pela advocacia: “Acabei por ser professor das áreas de Direito, Economia e Sociologia. No fundo regressei ao meu sonho de criança”.

O ensino levou-o a conhecer algumas terras, mas acabou a dar aulas na escola onde começou: “Fui dar aulas na escola secundária de Nelas, que é um concelho vizinho ao de Mangualde, terra da minha esposa. Depois dei aulas em três escolas de Coimbra, Carregal do Sal, Montemor-o-Velho e voltei à escola de Nelas. Acho que fui um bom professor, mas seria um mau advogado”.

O professor sonhou também, lá longe na infância, ser jogador de futebol: “Havia outras brincadeiras, mas o futebol era rei nas preferências. O adro da igreja de Aver-o-Mar era o lugar onde os pés descalços corriam atrás de uma bola de trapos. O padre não nos podia ver jogar à bola e perseguia-nos. A GNR também aparecia aos pares, de bicicleta, com a espingarda ao longo do quadro, e reprimia-nos. Recordo um dia em que estava tão entretido a jogar, que não me apercebi da sua presença, e os guardas cercaram e bloquearam a minha fuga com as bicicletas. Como era ágil, saltei e corri desenfreadamente pelo adro fora, entrei pela mercearia do meu pai dentro e só parei ao fundo do quintal, tal o terror que eles me infundiam”.

Leia a notícia na íntegra na edição impressa da A VOZ DA PÓVOA.

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