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Anabela Borges (1970)

Anabela Borges (1970)

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Creiamos na boa vontade dos homens, pois é ela que faz evoluir todas as humanidades da Humanidade de que somos revestidos. É principalmente disso que se trata – de vontade. 
24. Hoje, foi uma manhã maravilhosa, com os meninos e as meninas, os professores e as senhoras auxiliares da Escola Básica de Jovim e Foz do Sousa, em Gondomar.
23. Comecei a publicar livros em 2011. Desde essa altura que recebo convites para diversos eventos ligados à escrita – encontros com alunos, apresentações de obras de outros autores (tive, recentemente, por exemplo, o prazer de apresentar os ENSAIOS E ARTIGOS, de Agustina), palestras… colaboração em blogues…
22. Escrevo esta crónica no dia 22 de Março (2017). As emoções do dia anterior latejam ainda muito à flor da pele. Lá fora, o mundo continua aquele lugar, a um tempo, belo, terrível e inquietante. E, por acaso, está um dia agreste, pesaroso, carregado de ventos gélidos e tempestades.

21. Este rio, este Tâmega, que corre, solitário, levando a fúria das nossas vidas, indiferente a tudo o que o cerca, indiferente ao frio do inverno dos nossos corações. 

20. A igreja fria. Havia um qualquer mistério que se evolava. Das figuras nos altares, dos símbolos, da talha dourada, da alvura dos linhos, do trejeito dos paramentos, do cheiro a flores mortas, a cera e a incenso, de tudo se soltava uma sombra, tudo envolto na semi-obscuridade e no silêncio apenas interrompido por um ou outro suspiro. 

19. Depois de um necessário tempinho para ajustarmos novos horários e funções, AS FAMÍLIAS DOS ANIMAIS, fábulas em verso, voltam a andar por aí, com agendinha cheia para todo o segundo período! 

18. Desta vez, decidimos fazer a viagem de carro. Deste modo, poderíamos aproveitar para conhecer algumas cidades que nos ficariam em caminho, ou próximas, de Madrid. 

17. E não se saudaram na paz de Cristo.
Lisinha baixava os olhos. Afligia-se por dentro numa aparente quietude, cruzava os braços curtos, os ombros ligeiramente encolhidos, esperava que o padre encerrasse a celebração, fazia o sinal da cruz e saía, muito lesta, a cabeça levantada, sem um pinto de cabelo branco à vista, no volume preparado com mise. 

16. Gosto do Carnaval. Gosto mesmo muito do Carnaval. Desde pequena. Sempre gostei, sempre me diverti muito nesta festividade, fizesse chuva ou sol. 

15. Lá abaixo, ao fundo do caminho, quase a chegar à antiga linha de caminho-de-ferro, era a casa da Doentinha. 

14. Pela voz do editor Luiz Pires Dos Reys e do poeta e crítico literário José Emílio-Nelson, a obra veio a lume, no passado dia 21 de Novembro, na Biblioteca Municipal Albano Sardoeira. 

13. Eu nasci nas fábricas. Entra-se num caminho com uma antiga guarita de um lado e a velha fábrica de laminados do outro, ali à tasca do Varejão, sobe-se primeiro e depois desce-se, sempre sem virar. 

12. Quando vamos de viagem, é bom programar os momentos de diversão intercalados com as visitas culturais. Mesmo havendo duas filhas adolescentes apaixonadas por artes e arquitectura, convém assegurar que os dias não se tornem monótonos. 

11. Há muito poeta e pouca poesia. Há muito quem se diga poeta, com todas as letrinhas, sem nunca ter lido um livro do princípio ao fim. Há mais poetas que leitores? 

10. Salas de espera são, como o próprio nome indica, de espera, e quem espera, é sabido, desespera. Acontece que há muitas formas de esperar, ou, se quisermos, de preencher a espera. 

9. Os seres apaixonados gostam de dar-se assim uns aos outros os corações. Dão o coração como quem dá flores, ou safanões, ou uma bolacha. E nem sempre é fácil sobreviver com o coração de outra pessoa.

8. Hoje é o primeiro dia do novo ano, dia um de Janeiro do ano da graça de 2015. Outro Natal passou. 

7. Escrever para crianças é uma aventura sem fim. 

6. Sou amarantina de gema, o que me enche de orgulho. 

5. Férias, lazer, livros e bibliotecas 

4. Pelos Santos beijam-se as pedras 

3. Encontros maravilhosos 

2. Em sendo Carnaval, as pessoas, querendo, divertem-se 

1. Vamos cantar as Janeiras vamos, antes que acabe o mês! 

 Anabela Borges nasceu em 1970, em Telões, Amarante, onde reside atualmente. É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Em 2011, foi vencedora, ex aequo, do prémio literário “Conto por Conto”, com o conto “A Tundra (cemitério de memórias)”, com a chancela da Alfarroba Editora.

Em 2012, viu o seu conto “A Pergunta (fim de linha)” ser integrado na coletânea “Ocultos Buracos”, da Pastelaria Studios Editora, e ser premiado como o melhor da coletânea.

Além da escrita, tem desenvolvido alguns trabalhos na área das artes plásticas, outra das suas paixões, como é o caso da pintura e ilustração.

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