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Anabela Borge...

Anabela Borges (1970)

Escrevo esta crónica no dia 22 de Março (2017). As emoções do dia anterior latejam ainda muito à flor da pele. Lá fora, o mundo continua aquele lugar, a um tempo, belo, terrível e inquietante. E, por acaso, está um dia agreste, pesaroso, carregado de ventos gélidos e tempestades.

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Este rio, este Tâmega, que corre, solitário, levando a fúria das nossas vidas, indiferente a tudo o que o cerca, indiferente ao frio do inverno dos nossos corações. 

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A igreja fria. Havia um qualquer mistério que se evolava. Das figuras nos altares, dos símbolos, da talha dourada, da alvura dos linhos, do trejeito dos paramentos, do cheiro a flores mortas, a cera e a incenso, de tudo se soltava uma sombra, tudo envolto na semi-obscuridade e no silêncio apenas interrompido por um ou outro suspiro. 

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Depois de um necessário tempinho para ajustarmos novos horários e funções, AS FAMÍLIAS DOS ANIMAIS, fábulas em verso, voltam a andar por aí, com agendinha cheia para todo o segundo período! 

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Desta vez, decidimos fazer a viagem de carro. Deste modo, poderíamos aproveitar para conhecer algumas cidades que nos ficariam em caminho, ou próximas, de Madrid. 

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E não se saudaram na paz de Cristo.
Lisinha baixava os olhos. Afligia-se por dentro numa aparente quietude, cruzava os braços curtos, os ombros ligeiramente encolhidos, esperava que o padre encerrasse a celebração, fazia o sinal da cruz e saía, muito lesta, a cabeça levantada, sem um pinto de cabelo branco à vista, no volume preparado com mise. 

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Gosto do Carnaval. Gosto mesmo muito do Carnaval. Desde pequena. Sempre gostei, sempre me diverti muito nesta festividade, fizesse chuva ou sol. 

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Lá abaixo, ao fundo do caminho, quase a chegar à antiga linha de caminho-de-ferro, era a casa da Doentinha. 

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Pela voz do editor Luiz Pires Dos Reys e do poeta e crítico literário José Emílio-Nelson, a obra veio a lume, no passado dia 21 de Novembro, na Biblioteca Municipal Albano Sardoeira. 

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Eu nasci nas fábricas. Entra-se num caminho com uma antiga guarita de um lado e a velha fábrica de laminados do outro, ali à tasca do Varejão, sobe-se primeiro e depois desce-se, sempre sem virar. 

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Quando vamos de viagem, é bom programar os momentos de diversão intercalados com as visitas culturais. Mesmo havendo duas filhas adolescentes apaixonadas por artes e arquitectura, convém assegurar que os dias não se tornem monótonos. 

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Há muito poeta e pouca poesia. Há muito quem se diga poeta, com todas as letrinhas, sem nunca ter lido um livro do princípio ao fim. Há mais poetas que leitores? 

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Salas de espera são, como o próprio nome indica, de espera, e quem espera, é sabido, desespera. Acontece que há muitas formas de esperar, ou, se quisermos, de preencher a espera. 

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Os seres apaixonados gostam de dar-se assim uns aos outros os corações. Dão o coração como quem dá flores, ou safanões, ou uma bolacha. E nem sempre é fácil sobreviver com o coração de outra pessoa.

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Hoje é o primeiro dia do novo ano, dia um de Janeiro do ano da graça de 2015. Outro Natal passou. 

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Escrever para crianças é uma aventura sem fim. 

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Sou amarantina de gema, o que me enche de orgulho. 

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Férias, lazer, livros e bibliotecas 

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Pelos Santos beijam-se as pedras 

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Encontros maravilhosos 

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Em sendo Carnaval, as pessoas, querendo, divertem-se 

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Vamos cantar as Janeiras vamos, antes que acabe o mês! 
Anabela Borges nasceu em 1970, em Telões, Amarante, onde reside atualmente. É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Em 2011, foi vencedora, ex aequo, do prémio literário “Conto por Conto”, com o conto “A Tundra (cemitério de memórias)”, com a chancela da Alfarroba Editora.

Em 2012, viu o seu conto “A Pergunta (fim de linha)” ser integrado na coletânea “Ocultos Buracos”, da Pastelaria Studios Editora, e ser premiado como o melhor da coletânea.

Além da escrita, tem desenvolvido alguns trabalhos na área das artes plásticas, outra das suas paixões, como é o caso da pintura e ilustração.

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