Olho Marinho

De que nascente vem o mar à fonte e trás o sal ao olhar? Óscar Possacos (1962) é natural de Sendim da Ribeira, Alfândega da Fé. Por ora vive em Paredes. Com formação inicial em arqui...

Peso da Régua

O ciclo das encostas na gravidade das margens, derrama poesias às folhas, no comprimento do rio. São paisagens em películas gravadas à tona ou a água forte nas escalas, dos sedimentos p...

Torre Vã

Vara de colmo que a planície avista e alteia. Admite comunicação vertical interior pelos diafragmas dos soalhos. Por Óscar Possacos

Aguçadoura

Examinemos na alternância do mar o desbaste dos sentidos na terra. A afiação. A têmpera do fio da água. Cofia-se aos metais, à lâmina amolada, o descobrimento da terra na masseira, o ...

Unhais da Serra

Eis a montanha aos nossos pés. Por aqui os deuses nos fugiram para se alcandorarem nos céus ou caíram em si, de regresso à terra para aconchegar o bacelo na sua manta? Por Óscar Possa...

Cerejais

Primeiro o alimento da paisagem em flor. (O ritual da terra a abrir, e a condução das abelhas de cor em cor). O fruto virá mais tarde, com a amêndoa. Por Óscar Possacos

Moura Morta

Asa de folha no desapego do ramo, na incidência da luz fria do véu que flutua, da grinalda dos nenúfares da bandeja do pranto. Guarda a mão em ruína que alcança a beleza e o silêncio par...

Penso

Revela-se na luz e logo à cabeça, acomoda a constância da abundância: livra a noite da extracção do alimento e do cultivo no doce caminho das pedras gastas. Por Óscar Possacos

Tabuleta Digital