João Saraiva (1866-1948)

Árvore, — amiga constante, / Desde o berço à sepultura!

Pedro Estorninho (1974)

Sei que os teus braços / tomaram a posição certa. / Que o balanço do teu corpo / me trouxe o cheiro do mar.

Carlos Tê (1955)

tudo aquilo que queres ouvir / já to disseram com muito mais sal / é tempo de poderes descobrir

Óscar Possacos (1962)

atas-me a um rio / corrente, leito dúctil / de um ombro.

Francisco Duarte Mangas (1960)

Primavera: Quando te vejo pela manhã / apetece-me ser eterno.

Ana Luísa Amaral (1956)

Como posso dizer que o teu corpo é divino? / Nele eu faria o pino até insensatez,

Daniel Faria (1971-1999)

Sol / Que quando és nocturno ando / Com a noite em minhas mãos para ter luz.

Anabela Borges (1970)

Manda-me, amor, / notícias / da voz da terra

Fernando Lanhas (1923-2012)

Deus não é / a forma que lhe atribuímos, / mas a sua verdade,

Pedro Alvim (1935-1997)

- e a folha a vir / a Primavera / do cão uivante.

António Rebordão Navarro (1933-2015)

A palavra que ama / a que namora / a palavra que dorme

Ilídio Sardoeira (1915-1987)

Como barco perdido entre marés / Também me fui perdendo e encontrando

Alexandra Malheiro (1972)

Esta noite vou-te ler / um poema que escrevi, / não fala da lua cheia / nem de nada que já vi.

Paulo Abrunhosa (1958-2001)

Não sei fazer do sacrifício / Nenhum ofício,

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