Rui Reininho (1955)

Há um lixo novo pra limpar ao nascer / Um grito surdo que tentam calar

Teresa Guedes (1957-2007)

No sambódromo / saltitam solas, / sinos, sinetas, / sainetes, sombrinhas, / sonhos, suspiros, / sorrisos, sustos.

Carlos Tê (1955)

tudo aquilo que queres ouvir / já to disseram com muito mais sal / é tempo de poderes descobrir

Teixeira de Pascoaes (1877-1952)

Quando a primeira lágrima aflorou / Nos meus olhos, divina claridade

João Manuel Ribeiro (1968)

Sei de um país redondo / como um limão / que se vai pondo / em combustão.

Daniel Maia-Pinto Rodrigues (1960)

Velho / à porta de sua casa / o pescador. / À sua frente grande / o mar.

Almeida Garrett (1799-1854)

Qual tronco despido / De folha e de flores. / Dos ventos batido / No inverno gelado, / de ardentes queimores

João Saraiva (1866-1948)

Árvore, — amiga constante, / Desde o berço à sepultura!

Raul Brandão (1867-1930)

passavam a vida à espera dos homens, enquanto as mãos ágeis iam tecendo ternura e espuma do mar…

Jorge Sousa Braga (1957)

Sou uma erva daninha. / Nem princesa, nem rainha.

Agustina Bessa-Luís (1922)

A natureza vinga-se quando é invocada sem competente temor.

Domingos da Mota (1946)

Senhora da pós-verdade, / dizei-me, porque mentis / com a naturalidade / dum Pinóquio sem nariz

Luís Veiga Leitão (1912-1987)

A cidade equestre / No rio mergulha / Seus cascos de granito

Aurelino Costa (1956)

É inverno a alma, / o espólio // restam ratazanas

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